quinta-feira, março 05, 2015

Tudo o que você precisa saber sobre ESTRESSE. Diário da Região

Tudo o que você precisa saber sobre ESTRESSE


Acabei de receber o meu exemplar do jornal Diário da Região com a minha entrevista especial sobre estresse. É emocionante ver o espaço e a seriedade que o tema vem ganhando em território nacional. Termino a entrevista com estas palavras...

"Aliás, ou promoveremos a saúde e o bem-estar social ou criaremos mais e mais gerações vulneráveis ao estresse crônico".

Quer ler a entrevista na íntegra? Basta acessar o link

Foco nas forças pessoais ajuda a melhorar

Foco nas forças pessoais ajuda a melhorar

A coluna do último domingo levantou tanto interesse dos leitores, que resolvemos continuar no tema vitimização ou coitadismo, agora falando mais sobre os antídotos usados para que a pessoa vença esse problema. Desta vez, comecei a entrevista com o psicólogo Armando Ribeiro questionando-o se os males da alma estão, de fato, vencendo as doenças físicas, no que diz respeito à ameaça à qualidade de vida das pessoas.

Segundo ele, pesquisas atuais vêm demonstrando que o número de afastamentos no trabalho por licença médica vem aumentando para condições psicológicas e problemas comportamentais. Outro indício é o aumento considerável de consumo de drogas psicotrópicas (calmantes, sedativos, antidepressivos) no País, sendo um dos maiores mercados para estes produtos no mundo.

E como superar isso? “Uma história antiga conta que dentro de cada um de nós existem dois cachorros, sendo um deles cruel e mau, e o outro muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando. Uma vez me perguntaram: ‘Qual dos cachorros vai ganhar a briga?’ Após um longo momento de reflexão, respondi: ‘Aquele que eu alimentar’”.




Assim, conforme Ribeiro, é a nossa história. “Somos marcados por traços genéticos, circunstâncias e influenciados pelas nossas atitudes ao longo da vida. Ninguém escolhe as cicatrizes que carregará, mas todos escolhem como exibirão o peso de uma infância infeliz, os traumas de um amor rompido, ou seja, as diversas frustrações daquilo que carregamos dentro de nós”.

E o que realmente importa para sermos felizes? Riqueza, sucesso, fama, status, beleza, amor, sexo, saúde, iluminação espiritual... Tudo isso junto?

Armando Ribeiro que trabalha com a chamada Psicologia Positiva, que, na prática, é realizada com exercícios terapêuticos que desenvolvem as forças pessoais, diz que, nesta perspectiva, quem sofre por vitimização está alimentando o cão cruel e mau em si mesmo.

O peso das emoções

Ribeiro fala da tal “razão losada”. Sabe o que é isso? Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Riverside (EUA), descobriram que há uma proporção ideal entre as emoções positivas e negativas. Se, por exemplo, uma pessoa tem uma experiência negativa, ela vai precisar de três positivas para se manter em um estado de bem-estar e crescimento pessoal. “O problema é que costumamos mergulhar nas experiências negativas, ou seja, naquilo que não deu certo em nosso dia, no trabalho, com os filhos. Alimentar o cão mau em nós é o caminho mais curto para uma experiência de vida sombria”.

E qual é o melhor antídoto para a vitimização? O psicólogo diz que é focar nas forças pessoais, ou seja, buscar em si mesmo pontos de ancoragem positivos. Pesquisadores do Centro de Psicologia Positiva da Universidade da Pensilvânia (EUA) vêm mapeando diversas forças pessoais, por exemplo, como sabedoria e conhecimento, coragem, humanidade, transcendência, temperança etc... que “empoderam” (empowerment) as pessoas a construir uma vida rica de sentido e propósito.

Ribeiro destaca que existem cinco fatores que, sabidamente, influenciam nossas vidas de forma boa: “Emoções positivas, engajamento, bons relacionamentos, sentido / propósito e realização”.

Na prática

O psicólogo ressalta que alguns exercícios da Psicologia Positiva ajudam a superar as dificuldades, ao focar na construção de uma maior capacidade de crescer frente aos problemas, também conhecida como resiliência. “Quem abraça a vitimização não se torna resiliente”.

“Aprendi na escola médica de Harvard que alguns desses exercícios já são utilizados em pacientes que buscam atendimentos para as mais diversas condições de saúde, entre elas, depressão, ansiedade, estresse, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, asma, problemas digestivos, câncer etc... Fazer um diário de gratidão é um recurso valioso para aumentar a sua razão losada, por exemplo”.

O profissional vai mais além e diz que a “carta do perdão” também é um exercício poderoso para desbloquear dores do passado e se abrir para uma nova vida. “Aprender a perdoar e manter a mente no momento presente é um dos objetivos das práticas de mindfulness (atenção plena). Cultivar relacionamentos positivos com pessoas que ama é uma das mais poderosas estratégias para florescer”, diz Ribeiro.

Já dizia o sábio Sartre: “O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós”.

Fonte: Coluna Vida em Dia / Jornal A Tribuna (Santos)

quarta-feira, março 04, 2015

Tudo o que você precisa saber sobre estresse

Tudo o que você precisa saber sobre estresse. 
Diário entrevista o psicólogo, professor e palestrante Armando Ribeiro, uma das maiores autoridades brasileiras no estudo do estresse crônico, o grande mal do século XXI. Cada vez mais as pessoas sabem o que precisa ser feito, mas não fazem. A grande questão atual na medicina é como levar as pessoas do conhecimento para a ação.

Como está sua memória?

Entenda a importância dessa capacidade cerebral e saiba como potencializá-la!

Ninguém gosta de se esquecer de algo, afinal, um lapso pode custar perdas de tempo, dinheiro e oportunidades. Por outro lado, a sociedade está cada vez mais... como é mesmo a palavra? Ah, sim, esquecida! De acordo com o psicólogo, coach e palestrante Armando Ribeiro, responsável pela coordenação do Programa de Avaliação do Estresse, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, a falha na chamada memória de curto prazo – ou memória de trabalho – é, na verdade, uma falta de foco.



terça-feira, março 03, 2015

Foco nas forças pessoais ajuda a melhorar...


Foco nas forças pessoais ajuda a superar a vitimização e construir uma vida com significado e feliz! Minha contribuição para a coluna Vida em dia da jornalista Cláudia Duarte no jornal A Tribuna, em Santos.

Saber e não fazer é igual a não saber!



"Cada vez mais as pessoas sabem o que precisa ser feito, mas não fazem. A grande questão atual na medicina é como levar as pessoas do conhecimento para a ação."

segunda-feira, março 02, 2015

Enquanto perdem produtividade, seus colaboradores perdem a saúde...


“No Brasil, muitas empresas ainda não se conscientizaram da importância de criar ambientes protegidos do estresse excessivo. Enquanto perdem produtividade, seus colaboradores perdem a saúde.” Um dos maiores especialistas em estresse no Brasil fala sobre a doença ao jornal Diário da Região...

Leia o artigo na íntegra neste link

domingo, março 01, 2015

Armando Ribeiro fala sobre os mecanismos de ação do estresse

Um dos maiores especialistas em estresse no Brasil fala sobre a doença ao Diário.

Por Francine Moreno / DiarioWeb


O psicólogo clínico, professor e palestrante Armando Ribeiro, de São Paulo, é um dos profissionais mais ativos do País no combate contra o estresse. Coordenador do programa de avaliação do estresse do Hospital Beneficência Portuguesa, na capital, ele dedicou os últimos 17 anos de sua vida ao estudo, ao ensino, à pesquisa e ao tratamento dos problemas relacionados ao estresse crônico. Colegas e ex-alunos já o chamaram de "estressólogo". 

Ribeiro foi responsável por criar o programa na Beneficência Portuguesa e tornou a iniciativa pioneira no Brasil, seguindo os moldes dos mais avançados centros médicos dos Estados Unidos e da Europa. Segundo ele, de acordo com o American Institute of Stress, até 90% de todas as consultas médicas tem relação direta com o estresse crônico ou o estilo de vida, mas os hospitais brasileiros ainda não estão preparados para prevenir doenças e manter as pessoas saudáveis. 

O especialista criou o programa para provar que é possível promover saúde dentro do hospital, mais do que apenas tratar doenças. "As pessoas ainda têm uma visão distorcida de que psicólogos cuidam apenas de problemas emocionais ou de comportamento, mas é fato que as emoções negativas e o estilo de vida (tabagismo, sedentarismo, nutrição ruim, etc.) são as causas principais da maioria das doenças modernas", afirma Ribeiro, que, na USP e na Unifesp, é professor convidado para ministrar a disciplina de Medicina Comportamental e falar sobre o tratamento psicológico do estresse para alunos da pós-graduação. 

Ribeiro conta que, no hospital, ele conheceu pessoas que enfartaram após uma discussão de trânsito, crianças que tinham crise de asma ou de constipação após presenciarem discussões entre os pais, mulheres com dificuldade para engravidar e que, após desistirem da ideia de ser tornar mães, engravidaram naturalmente, executivos que frente a reuniões difíceis tinham crises de enxaqueca, síndrome do intestino irritável e picos de hipertensão arterial ou ataques de pânico. 

"É inegável que todo adoecimento do corpo e da mente pode ter relações com momentos difíceis da vida, nem sempre conseguimos relacionar diretamente, pois os efeitos do estresse crônico são cumulativos e o adoecimento pode ocorrer meses depois da fonte de estresse ter se encerrado. Muitos não percebem o estresse excessivo em suas vidas, se tornam conscientes dele apenas quando adoecem", explica. 

Apesar de o estresse ser uma expressão usada por dez em cada dez pessoas no dia a dia, seja no trabalho, na escola ou mesmo nas reuniões familiares, durante as partidas de futebol ou no trânsito, Ribeiro percebeu que este é um tema abordado superficialmente e muitas vezes malvisto na formação dos psicólogos e médicos com quem ele já teve contato. "Por sua natureza multifatorial, muitas vezes é banalizado como a 'virose' dos nossos tempos." 

Ribeiro viveu em sua própria casa uma das piores formas de estresse da vida cotidiana: o estresse do cuidador. "Quem já viveu a experiência de acompanhar um familiar profundamente doente e que, com o passar do tempo, vai piorando sua condição clínica, já sentiu na pele o reflexo do que somente depois aprendi ser chamado de 'burnout', ou esgotamento, do cuidador. Naquele tempo, o sofrimento não fazia sentido nem para mim e nem para os meus pais, que assistiam minha avó em sua jornada contra as inúmeras sequelas de vários AVCs (acidente vascular cerebral), seja a paralisia, as escaras, a confusão mental, além das dificuldades financeiras e de todo o sofrimento familiar", lembra. 

Aos 12 anos, o especialista aprendeu a observar como as emoções afetam o funcionamento do corpo, e principalmente como o estresse pode exacerbar crises ou agravar doenças. "Sempre ouvi dizer que aprendemos na vida por via do amor ou da dor. A minha dor me levou a buscar incessantemente uma maior compreensão sobre o estresse e seus tratamentos, aliás, me levou a um dos mais avançados centros de pesquisa sobre estresse no mundo, a renomada escola médica da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O amor me levou a querer disseminar o que aprendo, seja para meus pacientes, alunos ou durante minhas palestras e conferências." 


Diário da Região - Como podemos definir o estressa crônico? Podemos dizer que o estresse é uma doença? 

Armando Ribeiro - O estresse foi chamado de "tensão da vida" pelo médico austro-húngaro Hans Selye, pioneiro nos estudos sobre estresse na década de 1930. Selye descobriu a "síndrome da adaptação geral", que explicaria como os organismos submetidos a um esforço de adaptação teriam importantes modificações nas glândulas e demais órgãos do corpo. 

Nos bastidores, dizem que Selye, ainda estudante de medicina, tinha pouca habilidade no manuseio dos seus animais de laboratório, o que levaria a um estresse crônico destes seres, com consequências desastrosas para os experimentos que conduzia. 

Como em muitas outras coincidências no mundo das ciências médicas, o que seria um desastre se transformou em um rico campo de estudos sobre o desgaste dos mecanismos de adaptação dos seres vivos. Sejam os bolores de Fleming ou os animais de Selye, a ciência avança por caminhos inimagináveis. 

Diário - Qual é a diferença de um simples estresse e do estresse crônico? 

Ribeiro - O estresse é um mecanismo de adaptação fantástico. Não devemos temer o estresse e sim aprender com ele. O estresse é um importante sinal de que o nosso organismo está percebendo ameaças, mas nem todo sinal é legítimo. 

Aprender a controlá-lo é uma das competências mais importantes para viver no século 21. Sem estresse, nossas vidas seriam apáticas, sem graça. Com muito estresse, nossas vidas se tornam eternas montanhas-russas, sempre em 'looping'. 

Diário - De que forma o estresse atua? Quanto mais tempo se vive sob estresse, maior a quantidade de adrenalina e cortisol liberada no organismo? 

Ribeiro - O estresse prepara nosso corpo e nossa mente para enfrentar situações adversas. O problema de todo mecanismo de adaptação é que ele é limitado. Quanto mais ativarmos nossa produção de hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol) com menos tempo para a recuperação, nossos órgãos começam a sofrer com a exaustão fisiológica e as pessoas adoecem. 

Recentemente, foi proposto que um dos marcadores fisiológicos mais importantes para o estresse crônico é a chamada "síndrome da fadiga da adrenal", e também o "rebote do sistema parassimpático", ou seja, nosso organismo se torna incapaz de produzir os hormônios da adaptação, e adoecemos. 

O pior disso tudo é que viver no século 21 aumenta nossas chances de não termos tempo para a recuperação. Uma sociedade que tem como ambição funcionar 24 horas por 7 dias está destinada a adoecer física e emocionalmente. 

Diário - Quais são as pessoas mais sujeitas a ter estresse crônico? 

Ribeiro - Conheci uma pessoa que nos procurou por forte indicação do seu médico, que não via mais opções para tratar suas múltiplas queixas físicas. Apesar da resistência inicial a consulta psicológica, descobrimos por meio de um sofisticado equipamento de biofeedback que, embora afirmasse que a vida está tranquila e que não tinha problemas, quando solicitávamos para pensar em seu casamento sua frequência cardíaca tinha picos enormes e outros sinais vitais também se alteravam, apesar da permanência da face tranquila e serena. 

Algumas pessoas são verdadeiras "panelas de pressão", aprenderam desde muito cedo a não expressar suas angústias, outras são frequentemente "implosivas". Por princípio, todos estão sujeitos ao estresse crônico. A Psicologia vem descobrindo alguns fatores que podem aumentar (personalidade codependente, desamparada, desprotegida) ou reduzir (personalidade ousada, sobrevivente) nossa chance de desenvolver estresse crônico. 

Diário - Por que muitas mulheres têm sido diagnosticadas com estresse? 

Ribeiro - As mulheres são mais acometidas por sintomas do estresse crônico do que os homens. Na literatura, encontraremos estudos que sinalizam uma razão de duas mulheres para cada homem diagnosticado, mas outros apontam diferenças ainda mais gritantes, chegando a 3 por 1 ou até mesmo 4 por 1. Não são totalmente claras as causas, mas diversos pesquisadores apontam para alguns fatores, entre eles sobrecarga de trabalho, jornada dupla, expectativas e cobranças socioculturais e questões hormonais. 

Diário - Esse fato de a mulher acumular várias funções - mães, esposas, filhas, amantes, funcionárias, donas de casa... -, o quanto pode influenciar? 

Ribeiro - É uma das causas principais, mas é importante também validar a expectativa social sobre as mulheres, que impõe exigências sobre sua forma física, estética e beleza. Não basta ser apenas uma mulher bem-sucedida ou feliz com a carreira, ainda são frequentemente cobradas a manter um corpo escultural, a passar fome em nome das calorias e a se comportar como o esperado, ou seja, sem cair do salto. A baixa autoestima das mulheres é um dos aspectos que mais potencializam os sintomas do estresse crônico. A mulher quer ser amada, mas ainda precisa aprender a amar a si mesma em nossa sociedade!

Diário - Outras causas são pressões no trabalho, trânsito parado, cumprimento de tantos compromissos todos os dias? 

Ribeiro - Segundo dados recentes da American Psychological Association (EUA), as preocupações financeiras e com o trabalho são as principais fontes de estresse na população adulta norte-americana. Por aqui, também acreditamos que o cenário econômico e político vulnerável é uma das mais importantes fontes de estresse, além dos problemas de relacionamento e a percepção negativa sobre a falta de segurança, excesso de violência, precariedades do sistema de saúde, etc. 

Diário - Pequenos problemas do dia a dia, a longo prazo, acabam criando uma situação de estresse? 

Ribeiro - Pessoas que sofreram algum tipo de violência (sequestro, assalto, bullying) podem desenvolver o transtorno de estresse pós-traumático, mas as pequenas fontes de estresse do dia a dia (problemas de relacionamento, conflitos no trabalho, trânsito, filas) que passam muitas vezes despercebidos da nossa consciência podem levar à famosa 'gota d'água', em um sistema que já está acumulando hormônios tóxicos do estresse Diário. 

Diário - Trabalho ou relacionamento abusivo podem agravar a doença? 

Ribeiro - Seguramente, os relacionamentos interpessoais são uma das maiores fontes de estresse. Conflitos entre pessoas são marcadamente o gatilho para reações agressivas, desentendimentos e violência social. Temos uma imagem do brasileiro como um povo alegre e pacífico, mas os números apontam o contrário: nossos índices de assassinatos e violência são maiores do que de alguns países em guerra. 

Diário - Mulheres que sofrem com o estresse em seu cotidiano podem apresentar dificuldade para engravidar ou ter menopausa precoce? 

Ribeiro - O estresse é marcadamente uma reação movida por hormônios. No corpo da mulher, os hormônios do estresse podem dificultar a ovulação, aumentar a infertilidade ou interferir com a gestação saudável. É preciso também enfatizar que, durante o primeiro trimestre da gestação, em que ocorre um amplo desenvolvimento do sistema nervoso central do bebê, os hormônios do estresse na corrente sanguínea da mãe podem afetar seu desenvolvimento pleno. 

Estudos experimentais com animais de laboratório já concluíram que a produção excessiva do cortisol das mães atravessam a placenta e podem interferir na formação do cérebro do feto. Os animais filhos de mães estressadas cronicamente tinham menos receptores para os hormônios do estresse e que, portanto, tinham maior vulnerabilidade à produção excessiva de tais hormônios. 

Diário - Em situações estressantes, o corpo da mulher pode produzir uma quantidade maior de testosterona, o hormônio masculino? 

Ribeiro - Em situações estressantes, o organismo das mulheres pode responder com a produção dos hormônios do estresse (adrenalina, noradrenalina e cortisol), gerando a resposta de fuga ou luta, mas também foi descoberto outro mecanismo chamado de reação de cuidado e intimidade (tend and be-friend), que ocorre através da produção de ocitocina. 
Especula-se que as mulheres primitivas não podiam reagir como os homens, pois delas dependiam os cuidados com as crianças. Em vez de lutar ou fugir, seus cérebros produziam uma condição que propiciava o cuidado e a aproximação. Estudos atuais apontam que homens, quando sentem estresse intenso, respondem mais frequentemente de forma egocêntrica, ou seja, centrados em si mesmos e menos interessados em relações sociais como forma de reduzir a carga emocional e cognitiva. 

Diário - Quais são os primeiros e principais sintomas do estresse crônico? Que dicas você dá para seu paciente reconhecer que o mecanismo de estresse está se instalando? 

Ribeiro - O estresse crônico ou estresse tóxico pode ser compreendido através do modelo de quatro fases distintas: fase de alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão. Na escola médica de Harvard, aprendemos a prestar atenção em algumas queixas comuns relacionadas ao estresse crônico, entre elas tensão muscular, dor de cabeça, no pescoço ou nas costas, problemas digestivos, boca seca, taquicardia e dor no peito, insônia, fadiga, perda da libido, perda do apetite ou compulsão alimentar, resfriados repetitivos, falta de concentração, esquecimentos, problemas de aprendizagem, irritabilidade, ansiedade e depressão. Nosso Programa de Avaliação do Estresse está dentro de um complexo médico-hospitalar, o que permite aos nossos pacientes serem avaliados por uma equipe multidisciplinar, por meio de check-up. 

Diário - Problemas de memória, pesadelos constantes, hipersensibilidade, irritabilidade exagerada, perda do interesse sexual, doenças físicas ou emocionais, como depressão e transtornos de ansiedade, podem ser sinais?

Ribeiro - O estresse crônico pode afetar profundamente o equilíbrio do sistema nervoso, do sistema imune e da capacidade de recuperação do organismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que 7 entre as 10 principais causas de morte atualmente estão relacionadas ao estresse crônico. Apenas 5 minutos de estresse intenso podem diminuir a imunidade por até 6 horas. 

Diário - É verdade que muitos só buscam ajuda quando o estresse crônico já provocou alguma doença? 

Ribeiro - Para muitos, o estresse é imperceptível, como o aumento da pressão arterial ou do colesterol. Quando a pessoa busca ajuda, em geral, já está nas fases mais severas do estresse e pagando um preço alto em termos de saúde física, emocional e de relacionamentos. Sistemas de saúde mais inteligentes querem identificar o estresse em seu início para evitar as grandes complicações e economizar dinheiro da população. O melhor remédio para o estresse é investir em medicina preventiva, aquela capaz de promover saúde e bem-estar da população. A melhor medicina preventiva é aquela que começa em casa, com hábitos de vida saudáveis e é estimulada na escola através de educação para promover saúde e bem-estar. 

Diário - O estresse faz com que o sistema imunológico entre em colapso e abra espaço para as doenças oportunistas, como câncer, hipertensão, depressão, diabetes, asma e psoríase, entre outras? 

Ribeiro - O estresse crônico seguramente inibe o sistema imune, além de aumentar a produção de substâncias inflamatórias em nosso organismo. E é capaz de levar ao envelhecimento precoce, o que já foi estudado através do encurtamento dos telômeros. A boa notícia é que práticas antiestresse e que promovam o bem-estar podem recuperar a capacidade do corpo em se regenerar. 

Diário - Para evitar que o estresse tenha um efeito devastador sobre a vida e a saúde, é necessário ficar de olho nos sintomas e puxar o freio de mão caso eles apareçam com frequência no cotidiano? 

Ribeiro - Para evitar o estresse crônico, é preciso promover um estilo de vida saudável. Quem gosta de carros, gasta muito tempo nos finais de semana para manutenção, verificar o óleo, os pneus, os freios e o motor. Ainda não vemos o mesmo cuidado com o nosso corpo. 

Diário - Praticar exercícios físicos, adotar uma alimentação balanceada e técnicas de relaxamento e respiração profunda e ter uma visão realista dos acontecimentos estão entre as estratégias mais empregadas na prevenção? 

Ribeiro - Sim e não. Cada vez mais as pessoas sabem o que precisa ser feito, mas não fazem. A grande questão atual na medicina do estilo de vida e gestão do estresse é como levar as pessoas do conhecimento para a ação. Existem teorias que descrevem a motivação para mudança em estágios determinados, cada um deles corresponderia a determinadas estratégias por parte dos profissionais da saúde. Os antigos já diziam "Saber e não fazer é igual a não saber!", porque "quem sente sede não quer saber a fórmula da água". 

Diário - Também é fundamental estabelecer prioridades na vida e aprender a ver o lado positivo das coisas? 

Ribeiro - Quem sofre de estresse crônico está com o cérebro literalmente bombardeado por substâncias que sinalizam ameaça e intensificam as poderosas emoções do medo ou raiva. Aprender a estabelecer prioridades e desenvolver uma visão positiva das dificuldades pode ajudar a pessoa a parar de reagir a substâncias tóxicas do próprio organismo. Quanto mais estresse produzimos, menos capacidade de pensar com clareza e tomar decisões racionais teremos. Em vez de usarmos o córtex pré-frontal (pensamento racional), somos dominados pela ativação da amígdala cerebral (medo e raiva). 

Diário - O estresse crônico tem cura? Existe algum remédio específico para tratar o problema? 

Ribeiro - O estresse crônico tem cura e um dos melhores antídotos para ele é o cultivo da atenção plena no momento presente. Práticas meditativas milenares baseadas no "mindfulness" (atenção plena) são reconhecidamente abordagens efetivas para desenvolver resiliência e maior tolerância às adversidades. Além de sofrer do estresse crônico, nossa sociedade tem sofrido com o uso abusivo de substâncias psicotrópicas, como calmantes e sedativos. O melhor remédio para o estresse não é sedar esse mecanismo de sobrevivência, mas aprender a regulá-lo através de um estilo de vida saudável e da promoção do bem-estar. Treinar a mente é mais do que aprender os conteúdos da nossa educação tradicional. 

Diário - A pessoa estressada precisa tratar a causa e não os efeitos? O primeiro passo é aceitar que precisa de ajuda? 

Ribeiro - Geralmente, as pessoas só buscam ajuda quando o estresse interfere nos estudos, no trabalho ou nos relacionamentos afetivos. Muitos buscam sozinhos paliativos para o estresse intenso, alguns abusam de álcool ou do cigarro, outros compensam na compulsão alimentar, por compras,... Sou defensor de uma educação socioafetiva nas escolas. Ensinamos habilidades em português ou matemática, mas ainda pecamos pela falta de desenvolvimento da inteligência emocional dos nossos filhos. 

Na escola de negócios da Universidade de Harvard, pude acompanhar o trabalho do psicólogo Daniel Goleman sobre o treinamento de competências comportamentais aos futuros líderes do país, por aqui é ainda uma panaceia. Para Goleman, "cerca de 80% das demissões no mundo corporativo são causadas por problemas comportamentais e pela falta de inteligência emocional", ou seja, as admissões acontecem pelo QI (quociente de inteligência) e as demissões pela IE (inteligência emocional). 

A Harvard Business Review já estimou um custo de cerca de 300 bilhões de dólares por ano relacionados ao estresse excessivo no trabalho. Em nosso país, as empresas ainda não se conscientizaram da importância de criar ambientes protegidos do estresse excessivo. Portanto, enquanto perdem produtividade, seus colaboradores perdem a saúde. 

Diário - Na maioria das vezes, é necessário contar com auxílio de um psicólogo especializado em estresse e de um médico. Quais profissionais são indicados para tratar o estresse crônico e de que forma eles atuam no tratamento? 

Ribeiro - Ouvir de um médico que o estresse é responsável pelas queixas, para muitos, é uma das piores sensações do mundo. Alguns pacientes já relataram que é como se tivessem perdido o controle da própria vida, para outros é tão fantasioso como se fosse um novo tipo de "virose" ou alguma "frescura". Para piorar, alguns profissionais da saúde menos capacitados em diagnóstico e gestão do estresse vêm com receitas prontas, do tipo: "tire umas férias", "viaje", "vai pescar", "precisa namorar mais", "relaxe", "esfrie a cabeça", "tome esse calmante", "isso vai passar", etc. Não existem receitas prontas quando o estresse já se transformou em doença, quem viaja com' estresse crônico leva-o na mala. 

Em Harvard, aprendemos que, por se tratar de uma reação multifatorial, com consequências para o corpo e a mente, é desejável que os programas antiestresse tenham uma abordagem multiprofissional. É preciso tratar da pessoa como um todo. Quem está sob estresse crônico não apresenta só problemas físicos, emocionais ou no trabalho. É preciso que uma equipe especializada. Nos EUA, é comum que as equipes contenham médicos, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, professor de educação física, acupunturistas e especialistas em práticas integrativas. 

Diário - No Brasil, qual é a cidade com maior índice de estressados? 

Ribeiro - Sem dados oficiais, acreditamos que os grandes centros urbanos brasileiros concentram um maior número de indivíduos com potencial para apresentar os sintomas do estresse crônico. As dificuldades em se morar em grandes cidades, como violência urbana, desconexão social, trânsito, poluição, filas, falta de áreas verdes, são algumas das situações que potencializam o estresse do dia a dia. Ficar preso no trânsito pode aumentar em até três vezes o risco de infarto. 

Alguns estudos da Clínica Mayo (EUA) mostram que a cada hora que permanecemos sentados (sedentários), podemos diminuir nossa expectativa de vida em 22 minutos. Atualmente, permanecemos em média 6 horas sentados no trabalho e 4 horas na frente da TV. Um estudo realizado na Inglaterra mostrou que uma breve caminhada de 5 minutos por áreas verdes pode reduzir os níveis de cortisol em até 30% e aumentar o foco e a criatividade no trabalho. 

Ainda segundo estudos realizados na Universidade do Arizona, mudanças nos escritórios, incluindo luz natural, fluxo de ar puro e mobiliário ergonômico reduziram os sinais de estresse ocupacional, do cortisol salivar e da frequência cardíaca. 

Diário - São quantos estressados no Brasil? 

Ribeiro - Sem dados oficiais, as diversas pesquisas no país indicam números entre cerca de 34% a 70% de indivíduos acometidos pelo estresse intenso. Os valores são amplos, pois denotam populações e metodologias diferentes. 

Diário - Crianças também têm estresse? 

Ribeiro - Sim, infelizmente. Cada vez mais crianças vão aos consultórios dos pediatras e psicólogos infantis com sintomas de estresse crônico. Doenças como asma e alergias muitas vezes estão ligados à ansiedade. Há casos também de diarreia, febre e dores no corpo, que são diagnosticados como virose, mas que na verdade podem ser indícios de estresse. 

Diário - Quais são os sintomas físicos em crianças? E os sintomas psicológicos? 

Ribeiro - Diarreia, dor de barriga, dor de cabeça, enurese noturna, falta de apetite, gagueira, hiperatividade, mãos frias e suadas, náuseas, ranger dos dentes, tensão muscular, tique nervoso. Os psicológicos são introversão súbita, terror noturno, agressividade, ansiedade, hipersensibilidade, dificuldades interpessoais, pesadelos, preocupação, impaciência, insegurança, desobediência, medo ou choro excessivo. 

Diário - O número de estressados só tende a aumentar? 

Ribeiro - É razoável pensarmos que passamos por um momento turbulento no cenário político e econômico do país. Embora o estresse seja uma percepção de ameaça pessoal, fica cada vez mais difícil manter-se equilibrado quando as notícias que chegam são assustadoras. 

Acredito que ainda precisamos fomentar uma cultura das competências socioafetivas e de resiliência nas escolas, além de oferecer mais oportunidades para que as pessoas (professores e alunos) aprendam métodos eficientes para a autogestão do estresse. Tanto nos EUA quanto na Europa já existem escolas que ensinam exercícios para autogestão do estresse e da resiliência, através de técnicas de respiração, "mindfulness" (atenção plena), técnicas expressivas, jogos colaborativos e, principalmente, oferecendo educação sobre hábitos saudáveis de vida. Isso não é uma opção. Aliás, ou promoveremos a saúde e o bem-estar social ou criaremos mais e mais gerações vulneráveis ao estresse crônico.

Fonte: DiarioWeb


sexta-feira, fevereiro 27, 2015

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Explorando novas fronteiras de performance na Conferência de Qualidade de Vida

A Sodexo tem o prazer de anunciar a primeira Quality of Life Conference (Conferência de Qualidade de Vida) em Nova York, nos dias 05 e 06 de Maio de 2015. A conferência tem como objetivo engajar um movimento coletivo de líderes globais que acreditam que focar no bem-estar das pessoas pode ser um poderoso condutor de performance econômica e social. 

O cenário econômico atual tem destacado as limitações do modelo de crescimento de negócios tradicional. Sociedades e corporações pelo mundo estão lidando com os mesmos problemas: encontrar novas fontes que possibilitem um crescimento mais balanceado, capaz de entregar não somente valor financeiro, mas também satisfação pessoal.

“Consideramos Qualidade de Vida um fator chave, ainda amplamente inexplorado, uma nova fronteira em performance coletiva e individual”, explica Michel Landel, CEO da empresa. “É por isso que estamos trazendo líderes de todo o mundo para discutir o desafio que isso representa.”

A Conferência irá proporcionar uma oportunidade única para 300 líderes de diferentes segmentos – corporativo, saúde, defesa e educação, juntamente com grupos de reflexão, autoridades e serviços públicos, ONGs e mídia – com o intuito de conhecer e desafiar modelos atuais e ser inspirado por experiências de valor.

Palestrantes:

ERTHARIN COUSIN - Diretor Executivo do World Food Programme, do Reino Unido
ARIANNA HUFFINGTON - Presidente e Editora Chefe da The Huffington Post Media Group, EUA
EARVIN “MAGIC” JOHNSON - Fundador da Magic Johnson Foundation, EUA
Prof. JEAN JOUZEL - Cientista em Paleoclima, Co-ganhador do Premio Nobel da Paz 2007, Vetlesen Prize 2012, FRANÇA
MARI KIVINIEMI - Secretária Geral Adjunta da OCDE-Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, e ex-Primeira Ministra da Finlândia
JEREMY RIFKIN - Teórico social e econômico, escritor, consultor político, EUA
RICARDO SEMLER - Presidente do Semco S/A, BRASIL

Para mais informações e para acompanhar webcast ao vivo da Conferência, acesse qualityoflifeconference.com


Fonte: D&A Assessoria de Imprensa

Para alguns, cozinhar é um relaxamento!

Edu Guedes nos contou em entrevista que cozinhar é uma das maneiras preferidas para ele relaxar do estresse diário. Qual é a sua receita?

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Imagem de "coitadinho" não ajuda... se não buscar uma solução! A Tribuna

Imagem de "coitadinho" não ajuda... é a minha contribuição para a coluna Vida em dia da jornalista Cláudia Duarte do jornal A Tribuna, em Santos.

Vitimização 
Imagem de “coitadinho” não ajuda em nada, se não buscar uma solução! 

Sabe aquela pessoa que acredita que o mundo é injusto, que é o único alvo de toda e qualquer adversidade? Certamente você lembra de alguém que gosta de “comover” ou que atribui todos os seus fracassos a falta de colaboração e compreensão dos outros. Aí vem a minha pergunta: “Isso pode virar doença?”. Segundo o psicólogo Armando Ribeiro, a vitimização frequentemente já pode ser um sinal de que a pessoa adoeceu. “Algumas pessoas realmente acreditam que são vítimas do mundo. E quem vive se sentindo assim, pode ter aprendido desde pequeno que toda a culpa por aquilo que nos aflige vem de fora e que não pode se responsabilizar por nada. No entanto, quem carrega o peso da vitimização dificilmente aprende e cresce com as dificuldades. Muito pelo contrário: sofre de estresse crônico e não cultiva a resiliência para uma vida melhor”. Então, ao contrário de conquistar a atenção e o cuidado das pessoas ao redor, quem se identifica com o papel de vítima frequentemente perde o controle da própria vida. “Ele acredita profundamente que as situações boas ou ruins não são resultados das suas próprias atitudes. Existe uma cultura disseminada de culpar sempre o outro por aquilo que acontece com cada um de nós, mas é preciso refletir se não temos responsabilidades por aquilo que de fato aconteceu”, alerta Ribeiro. O psicólogo destaca que podemos ver esse comportamento o tempo todo! “No cenário político, social e até mesmo nas escolas. O político é corrupto, mas eu não tenho nada a ver com isso... Tirei nota ruim porque a professora é ruim... etc...E por aí vai”. De acordo com o profissional, é comum que algumas pessoas façam isso como forma de justificar a incapacidade de correr atrás dos seus sonhos, ou seja, é mais fácil culpar o chefe, a situação do País ou mesmo dizer se sentir perseguido em vez de lutar com todas as forças por um ideal, não é? 

Origem
A origem do problema do comportamento de vitimização pode ter raízes muito precoces na vida das pessoas. Em casa, por exemplo, o filho pode ver o pai reclamar do chefe autoritário, mas também assimila a incapacidade dele em buscar um trabalho melhor. Já na escola, cada vez mais os professores reclamam da interferência negativa dos pais quando eles tiram a autoridade dos professores frente a qualquer dificuldade de seus filhos. Segundo Ribeiro, para promover a saúde mental é importante que cada um trabalhe o que sofreu ou sofre na vida em uma terapia. Os traumas, conforme o profissional, existem e são pontos negativos para um desenvolvimento saudável. “Mas a imagem de coitadinha impedirá que a pessoa se torne plena, ou seja, protagonista de sua vida e não mera coadjuvante”. 

É preciso tratar
Usar o chamado “coitadismo” para atrair propositalmente a compaixão ou buscar a simpatia dos outros pode ser um triste mecanismo de compensação. Já quando a pessoa se habitua a usar desculpas para falhas frequentes, sem que elas demonstrem aprendizagem e crescimento com os próprios erros, podem necessitar de ajuda. “Quando as questões forem ligadas a temas da vida pessoal e afetiva, a psicoterapia será de grande ajuda. Agora, se o problema se repetir no contexto do trabalho, o coaching será uma estratégia interessante para dar um feedback e oferecer a possibilidade de modificação das crenças e do comportamento”. O psicólogo Armando Ribeiro explica que o cérebro é uma incrível máquina de aprender. A cada nova experiência significativa, ele é remodelado por intermédio do mecanismo da neuroplasticidade. “Podemos contribuir para fortalecer nossos hábitos saudáveis ou para a manutenção dos vícios. O importante é procurar ajuda para encontrar o recurso ideal para a mudança de comportamento. Não basta descobrir que temos problemas, pois todos temos. É importante ter o domínio de si próprio, ou seja, a aceitação do que não pode ser modificado, mas não pela desistência”. Falar sobre o assunto que incomoda é importante, mas não pode se transformar em um álibi para a inércia. “Ninguém melhora só dentro das sessões de terapia. A vida acontece fora dos consultórios. O fundamental é buscar ajuda para modificar os hábitos. Um pequeno passo por vez pode significar uma grande mudança na direção. Viver o momento presente, cultivando práticas de atenção plena (mindfulness), são atitudes sensatas para desligar o piloto-automático da vida cotidiana”. Já os problemas de saúde mental, como depressão, pânico, fobias... precisam de tratamento médico e psicoterápico, mas sempre existem pessoas que acabam usando esses sintomas como “muletas” para uma vida parcial. “A doença não tratada acaba virando uma desculpa para a falta de coragem de reescrever a própria história e mudar o seu final”.

Armando Ribeiro é psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Possui certificação em Stress Management pela Harvard Medical School, nos EUA.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

O que é Medicina Comportamental? (Behavioral Medicine)

O que é Medicina Comportamental? (Behavioral Medicine)

É um campo interdisciplinar interessado na integração e desenvolvimento científico e técnico dos aspectos psicossociais, biomédicos e comportamentais relevantes para a saúde e na aplicação destes conhecimentos e técnicas na prevenção, etiologia, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças.


Leitura sugerida:
Neves Neto, AR. (2004). Medicina Comportamental. In: Brandão MZS e cols. (org.). Sobre Comportamento e Cognição, vol. 14, cap. 21, Santo André: Esetec, pp. 179-189.

Sobre o Prof. Armando Ribeiro

O Prof. Armando Ribeiro é psicólogo, especialista da primeira turma em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, capacitação em Gestão das Práticas Integrativas e Complementares pelo Ministério da Saúde - MS / Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC no SUS e "Integrative Mental Health" pelo Arizona Center for Integrative Medicine da The University of Arizona (EUA). Certificado em Gestão do Estresse e Coaching pela Harvard Medical School (EUA). Coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Prof Armando Ribeiro é pioneiro na discussão das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) em Psicologia e Saúde Mental. É professor convidado e supervisor clínico da disciplina de Medicina Comportamental na pós-graduação da FMUSP e UNIFESP.

O que é Medicina do Estilo de Vida? (Lifestyle Medicine)

O que é Medicina do Estilo de Vida?

Medicina do Estilo de Vida (Lifestyle Medicine - LM, em inglês) é o uso de intervenções baseadas no estilo de vida para o tratamento e manejo das doenças.
Tais intervenções incluem:
  • Dieta (nutrição) 
  • Exercício
  • Gerenciamento do Estresse
  • Cessação do tabagismo
  • Uma variedade de outras modalidades não-farmacológicas

Um crescente corpo de evidências científicas têm demonstrado que a intervenção do estilo de vida é um componente essencial no tratamento de doenças crônicas e que pode ser tão eficaz quanto o uso da medicação, mas sem os riscos e efeitos colaterais indesejados.
O campo de estudo do estilo de vida foi crescendo aos trancos e barrancos ao longo das duas últimas décadas. No livro de 1999 marco intitulado "Lifestyle Medicine", o editor James Rippe, MD , manifestou a esperança de que vai "abrir todo um novo ramo da medicina..." 
Medicina do Estilo de Vida está se tornando a modalidade preferida, não só para a prevenção, mas para o tratamento da maioria das doenças crônicas, incluindo: 

  • Diabetes tipo 2
  • Doenças cardiovasculares
  • Hipertensão
  • Obesidade
  • Síndrome de Resistência à Insulina
  • Osteoporose 
  • Muitos tipos de câncer

A disciplina clínica

Embora a prática da Medicina do Estilo de Vida incorpore muitas abordagens de saúde pública, continua a ser essencialmente uma disciplina clínica. O tratamento ideal e gestão de doenças crônicas incorpora intervenções de estilo de vida que normalmente são administradas de forma mais eficaz em nível ambulatorial. Intervenções intensivas de grupo breves em um ambiente residencial são frequentemente mais eficazes e podem ser necessárias para casos graves ou intratáveis.
Enquanto as intervenções da Medicina do Estilo de Vida normalmente não enfatiza a prescrição de medicamentos, que freqüentemente necessitam de re-titulação e/ou redução de medicamentos prescritos antes da intervenção estilo de vida. Muitas vezes, é necessário reduzir a dosagem de insulina em pacientes com diabetes que recebem intervenções no estilo de vida e reduzir a dosagem dos medicamentos anti-hipertensivos para pacientes com hipertensão. Outros podem também exigir uma mudança de medicamentos. Por exemplo, uma pessoa com diabetes do tipo 2 pode ser capaz de interromper a insulina, mas precisa de metformina, uma tiazolidinodiona (TZD), ou uma sulfonilureia.
Em alguns casos, as intervenções no estilo de vida são mais eficazes quando aumentada com medicamentos adequados, como acontece com o uso do tabaco, onde a cessação é 2 a 3 vezes mais eficaz quando é precrita a bupropiona com as modificações de estilo de vida. Profissionais que utilizam as abordagens da Medicina do Estilo de Vida são qualificados e licenciados para diagnosticar e prescrever medicamentos, se necessário, bem como a ser treinados no uso de intervenções no estilo de vida.
O Colégio Americano de Medicina Estilo de vida (ACLM) é a primeira sociedade nacional para os médicos especializados no uso de intervenções no estilo de vida no tratamento e manejo das doenças (nos EUA). Membros do ACLM são clínicos envolvidos na prática da medicina estilo de vida, ensino e/ou pesquisa. Muitos trabalham em comissões da ACLM que contribuem para o papel da organização como um recurso nacional de especialização no uso da intervenção estilo de vida para o tratamento e gestão da doença.

Google Tradutor

Sobre o Prof. Armando Ribeiro

O Prof. Armando Ribeiro é psicólogo, especialista da primeira turma em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, capacitação em Gestão das Práticas Integrativas e Complementares pelo Ministério da Saúde - MS / Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares - PNPIC no SUS e "Integrative Mental Health" pelo Arizona Center for Integrative Medicine da The University of Arizona (EUA). Certificado em Gestão do Estresse e Coaching pela Harvard Medical School (EUA). Coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Prof Armando Ribeiro é pioneiro na discussão das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) em Psicologia e Saúde Mental. É professor convidado e supervisor clínico de Medicina Comportamental na pós-graduação da FMUSP e UNIFESP.

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Prof Armando Ribeiro no Instagram

Instagram

Pra relaxar e ver mensagens para aumentar sua qualidade de vida e bem-estar você pode também seguir o 
Prof Armando Ribeiro no Instagram. 

A verdadeira motivação...

No one can MOTIVATE you except yourself!

A verdadeira motivação... vem de dentro de cada um! 
Quem tem um 'porquê' enfrenta qualquer 'como'. 
Viktor Frankl.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Positividade



Para especialistas, 50% das diferenças no nível de felicidade entre as pessoas se deve à genética, 40% à atitude e apenas 10% às circunstâncias... Cientistas garantem que o primeiro passo para ser mais feliz é mudar a maneira como você encara a vida: um fracasso é uma tragédia ou oportunidade de aprendizado?

@Armando_Ribeiro

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Desafios da comunicação


Por que a joaninha não conseguia explicar o que sentia pra sua amiga abelhinha? Alguém já se sentiu assim? Ver o mundo com os olhos do outro exige o desenvolvimento da #empatia! #metáfora #comunicação

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Sem pressão. Apoio é a chave para lidar com pessoa deprimida!

Era 18h30 de uma quarta-feira e a maior sala da Abrata (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos) já estava lotada. Todos os presentes ouviam com bastante atenção às informações repassadas pela executiva de vendas Andreia Marino, 46, uma das voluntárias da associação, sobre as atividades da entidade, voltadas para familiares, amigos e pacientes que sofrem com transtornos afetivos -- doenças em que a característica fundamental é alteração do humor ou do afeto --, especificamente depressão e bipolaridade.


Fátima Xavier dos Reis (à dir.): "Não sei se a forço a sair do quarto ou se apoio a vontade dela"
Fátima Xavier dos Reis (à dir.): "Não sei se a forço a sair do quarto ou se apoio a vontade dela".


"Acho que essa vai ser a minha última tentativa, porque eu já não aguento mais. Tenho dois filhos e os dois acham que eu sou louca", contou a professora de música Sueli Figueiredo Faria, 52, que sofre de depressão e foi ao grupo de acolhimento da Abrata na esperança de encontrar ajuda. Sueli está entre os 11,2 milhões de brasileiros que receberam diagnóstico positivo para depressão. Segundo dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) divulgados em dezembro de 2014, essas pessoas correspondem a 7,6% da população com 18 anos ou mais de idade.

Em âmbito mundial, a OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que 350 milhões de pessoas sofram da doença, considerada uma das principais causas de suicídio - a OMS afirma que cerca de um milhão de pessoas morrem por ano por suicídio -, a principal causa de incapacitações e um dos principais contribuintes para a carga global de doenças.

Naquela sala da Abrata, além de pacientes, havia pais e mães de pessoas que receberam diagnóstico positivo para transtornos afetivos, acompanhados ou não dos pacientes. Isso porque não é apenas o paciente que sofre com a doença. Quem está próximo à pessoa que tem depressão também é afetado pelo transtorno, afinal, lidar com alguém com depressão não é uma tarefa fácil e certas condutas podem, inclusive, agravar o quadro do paciente.

A diarista Fátima Xavier dos Reis, 50, contou que vive dividida entre a vontade de apoiar a filha que tem depressão e a de "dar uns tapas" nela. "Eu não sei como lidar. Não sei se a forço a sair do quarto ou se apoio a vontade dela. No geral, eu a deixo escolher, mas ela sempre tende a optar pelo não", diz. A filha de Fátima, Bruna Cristina dos Santos, tem 20 anos, mas desde os 15 tem o diagnóstico de depressão. "Mas ela vem assim desde os 12 anos, desde que teve uma crise de pânico. É um sofrimento. Você não sabe o que é chegar em casa, em um dia de muito calor, e ver a sua filha deitada na cama, enrolada nas cobertas, no quarto todo escuro, sem querer falar com ninguém", diz.

Segundo o médico psiquiatra e conselheiro da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Sérgio Tamai, quem lida com esses pacientes sofre com o sofrimento dele, mas, muitas vezes não têm a consciência de que se trata de uma doença e não se dão conta de que o paciente não tem o controle de melhorar por conta própria. "Ouvir um 'você não quer melhorar?' deixa a pessoa que sofre de depressão muito pior, porque ela se sente ainda mais pressionada", afirma.

O desafio no trato com quem sofre da doença é encontrar o equilíbrio, ou seja, insistir sem pressionar. "É preciso encontrar um meio termo. Não pode largar a pessoa a sua sorte, mas também não pode pressionar. A dica é lidar sempre pensando que a pessoa em questão não vive uma situação normal, ela está doente. Ninguém pede para quem está mal após uma sessão de quimioterapia para ir ao shopping, por exemplo", diz o psicólogo e coordenador do Programa de Estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Armando Ribeiro.

O médico psiquiatra do Gruda (Programa de Transtornos Afetivos) do Instituto de Psiquiatria do HC-USP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), Fernando Fernandes, explica que, no caso de amigos próximos, se mostrar sempre disponível é bom para o paciente. "Quem tem amigos acometidos por essa doença deve se perguntar se convém visitar a pessoa naquele momento. A depressão é uma doença médica como outras. Será que convém visitar um paciente que tem câncer, por exemplo. Convém, mas é preciso saber o momento adequado para isso. Caso contrário, o paciente pode se sentir angustiado com a visita", diz.

Armando Ribeiro aconselha amigos de pacientes com depressão a se colocarem disponíveis para visitas e evitar convites para atividades em um ambiente externo. "É preciso evitar situações incômodas e acabar com discursos otimistas, porque a pessoa não está em um dia de mau humor, ela tem uma doença. Sair forçada pode gerar culpa, vergonha e efeitos colaterais importantes. Em vez disso, pode ser bom um convite para ouvir música juntos, dentro da casa, no local de conforto do paciente", diz. 

Fonte: UOL Notícias Saúde.

Família é peça fundamental no tratamento da depressão!

Os cuidadores, sejam eles familiares ou amigos, são peças fundamentais no progresso do tratamento do paciente com depressão. "Dependendo do grau da doença, a pessoa tem muita resistência a procurar ajuda sozinha. A família é que a leva ao profissional e que a motiva a não abandonar o tratamento", afirma o psicólogo e coordenador do Programa de Estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Armando Ribeiro.

A advogada Iole Maria Lorenzon, 65, recebeu o apoio da irmã para tratar a depressão.

Isso aconteceu com a advogada Iole Maria Lorenzon, 65. Ela conta que quando a empresa do marido faliu, em 2003, precisou enfrentar uma série de problemas, e isso foi o gatilho que a fez desenvolver a doença. "Minha irmã também é depressiva e quando me viu nessa situação, me levou para o psiquiatra dela." A filha de Iole, a servidora pública Camila Gassibe, 31, conta que na época não entendeu o que a mãe vivia. "Eu a percebi diferente e ela me dizia que tinha depressão. Naquela época, eu não reagi da maneira que deveria, porque quem não tem não entende o que o outro passa. Falava para ela levantar, tentar ver as coisas boas da vida, como se isso ajudasse. E eu sofri pelo distanciamento da minha mãe, que sempre foi uma pessoa alegre", diz.

Camila conta que só conseguiu entender o que a mãe vivia quando teve depressão. "Faz dois anos e meio. Eu morava no interior e aos poucos eu fui percebendo que algo estava estranho comigo, mas não enxerguei de cara. Quando eu tive o diagnóstico, vi que precisava voltar para cá (para São Paulo). Ela me abraçou, chorou e me perguntou se agora eu entendia que não era falta de vontade. Tive muito apoio e agora eu não preciso mais tomar remédio", diz.

O psicólogo Armando Ribeiro afirma que quando a família entende o que o paciente enfrenta ela consegue ajudá-lo cotidianamente. "Quem tem depressão enxerga tudo de forma bastante pessimista e costuma construir histórias negativas sobre as suas dificuldades. A família ajuda o paciente em tratamento a observar a vida por outro prisma, a não transformar os problemas em um motivo devastador na vida dela", diz.
As causas

O histórico familiar pode ser inclusive uma das causas da depressão. Segundo Ribeiro, o fator genético existe, mas a doença só é desencadeada quando a pessoa vive um gatilho emocional importante. "Traumas ou dificuldades na vida acabam fazendo com que essa vulnerabilidade genética apareça", explica.

Nos idos da década de 1990, acreditava-se que a depressão era resultado da deficiência de alguns neurotransmissores -- substâncias químicas produzidas pelos neurônios capazes de transmitir informações a outras células --, como a serotonina e noradrenalina. No entanto, de acordo com o médico psiquiatra do Gruda (Programa de Transtornos Afetivos) do Instituto de Psiquiatria do HC-USP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo), Fernando Fernandes, as alterações biológicas que ocorrem no organismo são muito mais abrangentes. "Há alterações no sistema endócrino, substâncias inflamatórias aparecem em quantidades maiores no sangue e há alterações na morfologia (forma) do cérebro, ou seja, algumas áreas do cérebro aparecem reduzidas. Além disso, é uma pessoa mais propensa a sentir dor", diz.

Ainda de acordo com Fernandes, não se fala em cura para a depressão. "É uma doença com alto potencial de recorrência, mas se a pessoa se medicar, fizer terapia e, complementar o tratamento, com atividades físicas e hábitos de vida mais saudáveis, ela consegue controlar a doença e se manter estável", diz.

Fonte: UOL Notícias Saúde

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Focados ou distraídos?


Cultivar a atenção plena no momento presente é um dos melhores remédios para combater o sofrimento de uma existência vazia. Segundo meus professores da prestigiada Universidade de Harvard, nos EUA, 47% dos adultos não estão focados no momento presente, com grande risco para estarem vivendo no modo “piloto-automático” ou “multitarefa” e simplesmente reativos às demandas do dia a dia, com velhos hábitos adquiridos e que nem sempre responderão adequadamente às novas situações, ou seja, muitos de nós podem estar vivendo com “aquela velha opinião formada sobre tudo”. Estar presente é o melhor presente...

domingo, fevereiro 01, 2015

Estar presente é o melhor presente!


Aos colegas de São José do Rio Preto e região... O meu artigo sobre "Estar presente é o melhor presente"... será publicado na Revista Bem-Estar do jornal Diário da Região, deste domingo. Agradeço o carinho de toda a equipe da revista.

quarta-feira, janeiro 28, 2015

How to deal positively with the stress of everyday life

Living in traffic at breakneck pace and with a daily full of surprises is exhausting. Just do not mean that we are bound to go crazy: neuroscience shows that it is possible to deal with stress in a positive way.

"Stress is contagious," says without half-words, the psychologist Armando Ribeiro, with the experience of those who coordinates the program that evaluates and studies the subject at the hospital São Paulo Charity Portuguese. Not that the problem is caused by viruses, bacteria or other infectious agent. The spread with epidemic characteristics, takes place in another way: "We tend to become more tense living with stressed people Children of parents connected on 220 become agitated all the time, and everyone in the house communicate aggressively, flooded by. stress hormones. Neither pets escape. "As the family micro-universe reflects the macro, we can say that society contributes to spread the permanent state of compression. At work, fierce competition and the pressure for results make the Brazilian angriest professional among those living in the 13 countries surveyed by the American recruitment firm Robert Half. HR directors interviewed here, 42% heard exhaustive days of complaints and lack of recognition. The global average of complaints in this area is 11%. Even if one is safe from the relentless professional collection is heavy traffic ahead. In almost all cities, not just the cities but also the small ones, the fleet of cars has skyrocketed - only in Manaus rose 142% between 2001 and 2011. And there is the possibility of bumping into protests, vandalism, buses torched, crashes on the subway and strikes, which add to the already known urban thriller around shootings, stray bullets, murder, rape, kidnapping and trawlers. Added to all this the speed of relationships, a time when life is mediated communication in social networks, so volatile and ephemeral. The result is the feeling of walking on a knife edge, under a ubiquitous stress. The cost can be high.

The continuous production of hormones associated with it overloads the body. "Stress does not cause disease, but triggers or exacerbates pre-existing," said Armando Ribeiro. The list includes diseases and hypertension, headache, ulcer, reflux disease, irritable bowel syndrome, acne, psoriasis, and vitiligo. In large quantities, adrenaline and noradrenaline - that prepare the body for hard physical work - narrow the blood vessel diameter, leave the wheezing and increase sweating and heart rate. This leads to a state of anxiety and panic attacks. Immunological part is affected, since the excess cortisol - called the stress hormone - reduces the production of antibodies and can inhibit system that controls the changed cells, creating conditions for the emergence of cancer. Still promotes obesity and diabetes, since they interfere with the glucose metabolism and fat storage.

"In this compressed state, the brain anatomy changes," says psychiatrist, nutrition specialist and organizational consultant Frederick Harbour, Belo Horizonte. "The hippocampus linked to emotions under abundance decreases cortisol, as well as telomers, a kind of cover that protects the ends of chromosomes." The telomere length indicates the cell age and works as a marker of longevity and health. In a study at the University of California in the United States, the cells of women exhausted by taking care of sick children seemed ten years aged than expected for age. In fact, the symptoms of chronic stress are manifested twice more in females. This is proved in research: subject to the same pressure than men, women are up to 70% higher risk of developing cardiovascular disease, say scientists from Harvard Medical School in the United States. The explanation, according to Armando Ribeiro, is the hormonal fluctuations, which may predispose to greater physical and emotional stress, as well as the multiplicity of social roles they assume.
The output of the maze

Before this information increase anxiety, an inspiration: Neuroscience studies show outputs. "Our perception of events makes all the difference," says psychologist Kelly MacGonigal of Stanford University in the United States, playing new discoveries. "What we think and how we act can turn a stressful experience." In a lecture in Scotland, Kelly spoke of how to make stress a friend citing data from American research. The first of the University of Wisconsin investigated 30,000 adults undergoing acute stress. Those who feared the impact of this on the harmful health suffered, in fact, an increase of 43% in the risk of premature death. Have those who had not such a negative perception of the situation were less likely. To complete, Harvard psychologists located a good change in cheerful people: when exposed to stressors, your arteries remained more relaxed than those of depressed. Kelly also noted a finding at the University of Buffalo in a study with 846 volunteers about spending time helping friends and neighbors. After five years, there has been how many were killed. Who faced financial difficulties or family crises without getting involved with others had the increased risk of death by 30%. Altruism helped extend the life and quality among others.

The explanation lies in oxytocin, a hormone that stimulates the connection to the other. It is synthesized in breastfeeding, reinforcing the mother's bond with the baby, and when a person is in adverse situation and find support. "Women have an advantage because they have higher levels of oxytocin, which also reduces feelings of depression and anxiety," said the doctor, psychiatrist and acupuncturist Cyro Masci, São Paulo, author of the e-book BioStress: New Ways to Balance and Health (Amazon). "So women tend to peaceful solutions, while they value the strength." To complete, oxytocin protects the cardiovascular system against the bad effects of stress.
What makes the mind boil

Was to ensure its survival that humans developed the reaction of struggle and flight, and stress has everything to do with it. "In prehistoric times, the response of the body provided the human energy to face the beasts. Past the danger, to find a safe place, the man calmed down and the production of hormones returned to normal," said Porto. Since the beginning, so it is understood that stress by itself, does not hurt. "But the nature of stressors expanded," says the expert. Many of these factors are not more palpable, but of psychological harm. "So, this early response lost efficiency." Port remember that a dissatisfied professional can not attack your boss or out of the office, as you would if topasse with an ounce. You have to design before reacting. To illustrate his thesis, Puerto quotes already exhausted book Why Zebras Do not Have Ulcers ?, biologist Robert Sapolsky and neurologist (Francis), Stanford University. "Zebras live in the grasslands next to lions, but only get stressed at the right time, when they see the predator. So, use all his strength to escape. And ready, there ended the episode" he says. "We, on the contrary, we were ruminating, chewing mentally:` Will today a lion gets me I'll get rid of it What kills us is rumination:.. Be anticipating a problem and reliving the past need to be nopresente That that brings relief. "

Wake-up call

We are not always tuned to realize that tiredness, irritability, libido loss, insomnia and muscle pain may be the first evidence that the situation is getting out of hand. Another clue is the normal result of laboratory and imaging tests, followed by the baffling statement by doctor that found nothing to justify the health complaints. Hence, the old anti-stress recipes - like going out to drink, take a vacation or move to a bucolic place - might not resolve and even worsen the table by not fight the cause. "Stress is not trivial that disappears spontaneously," warns Armando Ribeiro. Cognitive behavior therapy can change beliefs and distortions of reality that amplify external stimuli. Meditation, yoga and biofeedback (device showing the physiological changes produced) are also useful. Massage, acupuncture, aromatherapy and music therapy bring comfort. According to the psychologist, the action of a professional who specializes in stress is often key to helping find the way back.

Source: Claudia Magazine
Google Translate