segunda-feira, maio 23, 2016

Saber lidar com os erros e até evitar o café podem ajudar a escapar do estresse ruim


Nove em cada dez trabalhadores relatam sofrer de ansiedade no trabalho, segundo pesquisa da Isma­BR (International Stress Management Association no Brasil). 

Apesar de comumente associado a sintomas negativos como nervosismo e até depressão, o estresse no ambiente de trabalho não é necessariamente ruim. Segundo especialistas, há formas de usá-­lo para aumentar a produtividade. 

"O estresse vem de qualquer situação que requer adaptação, que pode ser positiva para alguns e negativa para outros. É a cor das lentes que a pessoa usa que determina sua percepção do momento", diz Ana Maria Rossi, presidente da Isma­BR. 

Ela explica que há duas definições para o termo: o "eustress", que ajuda a afiar a criatividade, e o "distress", atrelado ao nervosismo. 

Para encarar os problemas no escritório com o "eustress", Rossi diz ser importante não se intimidar com um possível resultado negativo.

"Identifique seus erros, aprenda com eles e, mais importante, tente fazer de novo", diz. Isso minimiza o peso da tomada de decisões e permite que a pressão seja um estímulo a obter resultados melhores e não um peso. 

Já a fórmula sugerida por Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa, é apelar ao bom humor. 

Se o profissional percebe algum sintoma de nervosismo, ele recomenda fazer um intervalo para se recuperar. 

Mas fuja do café, diz Ribeiro, já que ingerir estimulantes faz com que o corpo produza o cortisol, conhecido como hormônio do estresse. 

"Em vez disso, faça pausas para observar a respiração, sentir se seu corpo está contraído, endireitar a postura, se alongar ou andar um pouco", explica o especialista. 

Alternar as atividades também pode ajudar. "O trabalho diário muitas vezes demanda atividades repetitivas, o que leva, com o passar do tempo, ao estresse. Interrompa esse fluxo fazendo coisas diferentes", afirma. 

Decorar a mesa com plantas e fotografias é outra recomendação para melhorar a forma como o profissional enfrenta as dificuldades. 

A bagunça na estação de trabalho é um indicador de estresse, segundo Ribeiro. "Os momentos para arrumar a mesa servem para organizar a vida."

DENTRO E FORA 

Para quem quer reduzir o estresse negativo, buscar o equilíbrio é uma tarefa não apenas para o escritório, mas para fora dele também.

Dormir e se alimentar bem, praticar uma atividade prazerosa e fazer esportes ajudam a levar para o trabalho a calma necessária para tomar decisões melhores.

Essa é a técnica do diretor de vendas da farmacêutica Bayer Luciano Müller, 55. 

"Aproveito jogos de squash no condomínio onde moro para colocar para fora as emoções, me expressar e me renovar", afirma. 

Esse equilíbrio nem sempre é alcançado com facilidade. 

O gerente de projetos na área de TI Marcelo Silva, 31, conta que saía da empresa em seu primeiro emprego com espasmos nervosos, que ele atribui a ter que lidar com os clientes de perto. 

"Foi só com mais experiência que consegui deixar de levar a tensão para fora do escritório", diz. "Quando eu saía da empresa, tentava não pensar mais naquilo." 

Para o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Theunis Marinho, a prática é fundamental. "Há quem não se estresse, mas isso pede uma grande dose de treino diário." 

Quem consegue, diz, transforma o estresse no "estalo do desespero", quando uma ideia surge no último minuto e resolve um problema. "Isso é um sinal de que a pressão foi positiva e se transformou em criatividade."

EM PAZ NO TRABALHO
Como lidar melhor com as demandas do dia a dia

SONO
Dormir menos que o necessário induz ao mau humor e ao nervosismo

ALIMENTAÇÃO
Uma refeição balanceada e na hora certa ajuda a combater os sintomas da ansiedade

ATIVIDADE FÍSICA
Receber uma dose pequena de adrenalina antes de começar o expediente energiza a pessoa

CONVERSA
Ao falar com um amigo ou parente, a pessoa se sente acolhida e consegue analisar melhor seus problemas

RELAXAMENTO
Meditação, ioga, exercícios de respiração, alongamento e artes marciais ajudam a manter o estresse baixo

ATITUDE
Não é possível controlar o comportamento dos outros, mas você pode rever a forma como você reage em casos de conflitos

COMUNICAÇÃO
Se há um problema no escritório, fale. Não é preciso ter vergonha. Tratar o colega mal sem dar explicações também não ajuda a melhorar a situação

Fonte: Armando Ribeiro, Isma­BR e ABRH­SP 

Folha

sábado, maio 21, 2016

Semana de Combate ao Estresse da Beneficência Portuguesa de SP

A Semana de Combate ao Estresse do maior complexo hospitalar privado da América Latina, a Beneficência Portuguesa de São Paulo, abordou questões importantes, baseadas na expertise do nosso Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde, para conscientização da população sobre o impacto do estresse em nossa saúde e bem-estar. Agradecemos a todos que contribuíram e apoiaram essa iniciativa!

sexta-feira, maio 20, 2016

Semana de Combate ao Estresse do complexo hospitalar da Beneficência Portuguesa de São Paulo

Há uma banalização desse termo. Cansaço não é estresse, chateação não é estresse, brigar com a namorada não é estresse. Para simplificar, tudo o que nos causa estresse são ameaças - reais ou imaginárias. Ou seja, viver o problema ou imaginar o problema faz com que seu corpo entenda que a ameaça existe. Pois nossa resposta fisiológica não consegue diferenciar a possibilidade da realidade.

Existem quatro estágios de evolução dos sintomas do estresse: fase de alerta (mãos e pés frios, boca seca, dor no estômago, aumento da transpiração, tensão e dor muscular, aperto na mandíbula, ranger os dentes, roer unhas ou pontas de caneta, diarreia passageira, dificuldade para dormir); fase de resistência (queixas de memória, mal-estar generalizado, formigamento das extremidades, sensação de desgaste físico, mudança de apetite, problemas dermatológicos, hipertensão arterial, irritabilidade e desejo sexual diminuído); fase de quase-exaustão (o processo de adoecimento se inicia e os órgãos que possuírem maior vulnerabilidade genética ou adquirida passam a mostrar sinais de deterioração); fase de exaustão (diarreias frequentes, dificuldades sexuais, insônia, tiques nervosos, hipertensão arterial, doenças dermatológicas, taquicardia, tontura frequente, pesadelos frequentes, apatia, cansaço excessivo, irritabilidade e angústia).

Para cada homem diagnosticado com estresse, existem duas mulheres com o diagnóstico. Pesquisas nacionais e internacionais têm obtido resultados semelhantes, ou seja, existe, em média, duas mulheres com diagnóstico de estresse crônico para cada homem. O principal argumento para o fato é em relação aos múltiplos papéis da mulher na sociedade contemporânea. A sobrecarga delas, que assumiram diversos papéis na vida, é um dos principais motivos para o aumento do estresse.

Segundo o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo, o estresse é uma reação psicofisiológica natural de adaptação diante de ameaças. “Os hormônios do estresse preparam nosso organismo para enfrentar perigos reais ou imaginários. A ativação prolongada desse mecanismo gera o estresse crônico ou estresse tóxico, tornando o organismo mais vulnerável a doenças físicas e emocionais, e infecções”. O estresse tóxico diminui a função do córtex pré-frontal (responsável por diversas funções cognitivas complexas, tais como atenção, aprendizagem, planejamento, flexibilidade cognitiva, etc.), literalmente o estresse tóxico “desliga” o córtex pré-frontal e estimula a atividade do sistema límbico, aumentando os estados de ansiedade, medos e fobias.

Práticas cotidianas executadas com atenção plena (ou mindfulness) podem ajudar o organismo a reduzir a produção dos hormônios do estresse e principalmente mudar o foco mental das preocupações para o momento presente! Você é quem escolhe como quer praticar: desfrutando tempo com a família, cozinhando, cuidando do jardim, passeando com o cão, viajando, etc. Basta que sua atenção esteja totalmente focada na execução da atividade escolhida. Vamos colocar isso em prática?

Sabe como evitar o estresse?

Práticas cotidianas executadas com atenção plena (ou mindfulness) podem ajudar o organismo a reduzir a produção dos hormônios do estresse e principalmente mudar o foco mental das preocupações para o momento presente! Você é quem escolhe como quer praticar: desfrutando tempo com a família, cozinhando, cuidando do jardim, passeando com o cão, viajando, etc. Basta que sua atenção esteja totalmente focada na execução da atividade escolhida. Vamos colocar isso em prática?

quinta-feira, maio 19, 2016

Como o estresse pode prejudicar a nossa saúde?

Segundo o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo, o estresse é uma reação psicofisiológica natural de adaptação diante de ameaças. “Os hormônios do estresse preparam nosso organismo para enfrentar perigos reais ou imaginários. A ativação prolongada desse mecanismo gera o estresse crônico ou estresse tóxico, tornando o organismo mais vulnerável a doenças físicas e emocionais, e infecções”. O estresse tóxico diminui a função do córtex pré-frontal (responsável por diversas funções cognitivas complexas, tais como atenção, aprendizagem, planejamento, flexibilidade cognitiva, etc.), literalmente o estresse tóxico “desliga” o córtex pré-frontal e estimula a atividade do sistema límbico, aumentando os estados de ansiedade, medos e fobias.

quarta-feira, maio 18, 2016

Quem é mais afetado pelo estresse?

Para cada homem diagnosticado com estresse, existem duas mulheres com o diagnóstico. Pesquisas nacionais e internacionais têm obtido resultados semelhantes, ou seja, existe, em média, duas mulheres com diagnóstico de estresse crônico para cada homem. O principal argumento para o fato é em relação aos múltiplos papéis da mulher na sociedade contemporânea. A sobrecarga delas, que assumiram diversos papéis na vida, é um dos principais motivos para o aumento do estresse.

terça-feira, maio 17, 2016

Quais são os sintomas do estresse?

Existem quatro estágios de evolução dos sintomas do estresse: fase de alerta (mãos e pés frios, boca seca, dor no estômago, aumento da transpiração, tensão e dor muscular, aperto na mandíbula, ranger os dentes, roer unhas ou pontas de caneta, diarreia passageira, dificuldade para dormir); fase de resistência (queixas de memória, mal-estar generalizado, formigamento das extremidades, sensação de desgaste físico, mudança de apetite, problemas dermatológicos, hipertensão arterial, irritabilidade e desejo sexual diminuído); fase de quase-exaustão (o processo de adoecimento se inicia e os órgãos que possuírem maior vulnerabilidade genética ou adquirida passam a mostrar sinais de deterioração); fase de exaustão (diarreias frequentes, dificuldades sexuais, insônia, tiques nervosos, hipertensão arterial, doenças dermatológicas, taquicardia, tontura frequente, pesadelos frequentes, apatia, cansaço excessivo, irritabilidade e angústia).

segunda-feira, maio 16, 2016

O que é estresse?

Há uma banalização desse termo. Cansaço não é estresse, chateação não é estresse, brigar com a namorada não é estresse. Para simplificar, tudo o que nos causa estresse são ameaças - reais ou imaginárias. Ou seja, viver o problema ou imaginar o problema faz com que seu corpo entenda que a ameaça existe. Pois nossa resposta fisiológica não consegue diferenciar a possibilidade da realidade.

Descubra quais atividades e passeios contribuem para o desenvolvimento do seu pequeno


A primeira infância é apontada por diversos estudiosos da psicologia infantil como um dos períodos mais importantes para a formação da personalidade, do repertório sociocultural e também da saúde ao longo da vida. É na infância que as crianças estão descobrindo o mundo e é papel dos pais e familiares criarem um ambiente rico de experiências culturais significativas. Que tal aproveitar os passeios de fim de semana para se divertir e ensinar os pequenos? A Beneficência Portuguesa de São Paulo selecionou 5 passeios culturais divertidos para toda a família.

Museu

O MIS — Museu da Imagem e do Som — apresenta mensalmente uma mais uma maratona Infantil de programação gratuita para crianças e famílias. O psicólogo da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Armando Ribeiro afirma que apesar do cérebro se desenvolver ao longo da vida é na infância que sofre grande remodelação e oferecer um ambiente estimulante culturalmente pode criar as condições iniciais para uma vida plena.

Cinema, teatro e rodas de leitura

Inclua em seus passeios uma programação regada de sessões de cinema, idas ao teatro e rodas de leitura. Essas atividades lúdicas contribuem estimulando o imaginário e, consequentemente, a criatividade das crianças. “A educação não acontece apenas na escola, mas deve ser principalmente estimulada no meio familiar com a leitura de livros com histórias clássicas e populares, boa música, visita a museus e exposições de arte, oficinas de artes e etc. As famílias que investem em oferecer uma experiência culturalmente rica e variada para os seus filhos estão plantando uma maior chance de sucesso na vida acadêmica, profissional e com certeza em uma vida plena”, comenta o especialista.

Saraus

Saraus utilizam a linguagem oral em sua composição e alguns permitem a interação com as crianças, estimulando-as a declamar os poemas que conhecem, ajudo-as a desenvolver a autoestima e confiança. “Todas estas atividades que selecionamos promovem a aquisição da linguagem oral e escrita, do pensamento lógico e criativo, da convivência pacífica e rica culturalmente. Além disso, desenvolvem competências socioafetivas, que incluem: resiliência, inteligência emocional, empatia, compaixão, comunicação assertiva e etc. Os pais são peças fundamentais ao estimularem a leitura, a música e os bons programas de TV voltados para o desenvolvimento de um repertório cognitivo rico e ampliado em seus filhos e precisam investir seu tempo de qualidade no contato afetivo e cultural dos pequenos”, incentiva o psicólogo.

quinta-feira, maio 12, 2016

Walter Cannon e Ivan Pavlov em Harvard


Walter Bradford Cannon (à direita) foi um professor HMS e um dos primeiros americanos a utilizar raios-x em pesquisa . A pesquisa de canhão lhe permitiu estabelecer uma ligação entre as emoções e reações fisiológicas no corpo. inquéritos de Cannon na fisiologia do sistema digestivo inspirou seu interesse no trabalho de fisiologista internacionalmente aclamado, Ivan Pavlov. Em 1920, Cannon descobriu que Pavlov estava enfrentando a fome em St. Petersburg devido à Guerra Civil Russa e trabalhou para obter assistência para Pavlov e outros cientistas russos. Os dois estabeleceram uma amizade que durou até a morte de Pavlov em 1936. Cannon e Pavlov são mostrados aqui em sua primeira reunião face-a -face em 26 de junho de 1923 , em Boston.

Walter Cannon (derecha) fue profesor HMS y uno de los primeros americanos para utilizar los rayos X en la investigación. La investigación de cañón le permitió establecer un vínculo entre las emociones y reacciones fisiológicas en el cuerpo. Las investigaciones de cañón en la fisiología del sistema digestivo inspiró su interés en el trabajo de fisiólogo de renombre internacional, Ivan Pavlov. En 1920, Cannon Pavlov descubrió que estaba frente a la inanición en San Petersburgo debido a la guerra civil rusa y trabajó para obtener asistencia a Pavlov y otros científicos rusos. Los dos se estableció una amistad que duró hasta la muerte de Pavlov en 1936. Cannon y Pavlov se muestran aquí en su primera reunión cara a cara el 26 de junio de 1923 en Boston.

Walter Bradford Cannon (right) was a HMS professor and one of the first Americans to utilize x-rays in research. Cannon's research allowed him to establish a link between emotions and physiological reactions in the body. Cannon's inquiries into the physiology of the digestive system inspired his interest in the work of internationally acclaimed physiologist, Ivan Pavlov. In 1920, Cannon discovered that Pavlov was facing starvation in St. Petersburg due to the Russian Civil War and worked to get assistance to Pavlov and other Russian scientists. The two established a friendship that lasted until Pavlov's death in 1936. Cannon and Pavlov are shown here at their first face-to-face meeting on June 26, 1923 in Boston.

Google Tradutor

quarta-feira, maio 11, 2016

O segredo da saúde...


"O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente."
Siddhartha Gautama

O que somos é...

"O que somos é consequência do que pensamos"
Siddhartha Gautama

Gestão do Estresse é um dos temas do II Encontro sobre Desenvolvimento Profissional na Defensoria Pública de SP


O Prof Armando Ribeiro é um dos especialistas convidados para o II Encontro sobre Desenvolvimento Profissional na Defensoria Pública de São Paulo e abordará o tema "Gestão do estresse e promoção da resiliência nos órgãos do Sistema da Justiça". Entre outros convidados, destacam-se: Dr Fernando Antonio Maia da Cunha (Desembargador, fundador da Escola Judicial dos Servidores do TJSP e Escola MPSP / Escola TCESP), Dr Hamilton Coimbra Carvalho (SEFAZ), Dra Margarida Barreto, Dr José Roberto Heloani, Dra Lúcia Chibante (Secretaria de Saúde do Estado), Dra Cecília Bergamini (UCRH), Dr Oswaldo Oliveira e Dra Elza Veloso, entre outros. 

O evento tem por objetivo discutir temas relevantes ao cotidiano do trabalho na instituição, contribuindo para o desenvolvimento profissional de seus quadros e para o aprimoramento do clima organizacional. O público será composto por defensores públicos, servidores e estagiários da instituição. O evento será realizado no auditório do edifício sede da Defensoria Pública, na Rua Boa Vista, 200, São Paulo.

Fuja do descontrole

Fuja do descontrole
Quando em excesso, os sintomas de ansiedade se transformam em patologia e perturbam a qualidade de vida.

segunda-feira, maio 09, 2016

Problemas de gente grande

Problemas de gente grande
Cada vez mais crianças enfrentam doença de adultos, como colesterol alto, hipertensão, ansiedade, diabetes e depressão. Saiba como frear o problema.
Estresse crônico e ansiedade patológica

Problemas de gente grande

Problemas de gente grande. Cada vez mais crianças enfrentam doenças de adultos, como colesterol alto, hipertensão, ansiedade, diabetes e depressão. Saiba como frear o problema.

sábado, maio 07, 2016

As novidades no tratamento de depressão

Um alento para as 10 milhões de pessoas que enfrentam a depressão no Brasil: com diagnóstico bem-feito e novos tratamentos – entre os quais, os efeitos secundários do Botox, ainda em estudo –, é possível sair das trevas e recuperar o gosto pela vida.

Os participantes do último Congresso Mundial de Psiquiatria, realizado em setembro em Madri, na Espanha, foram surpreendidos com a apresentação de um estudo mostrando que a toxina botulínica do tipo A (o Botox), largamente empregada para suavizar rugas, pode trazer alívio contra a depressão. “A pesquisa é inovadora porque oferece uma nova abordagem para tratar a doença, e ela não entra em conflito com qualquer recurso já disponível”, observou o psiquiatra Norman Rosenthal, professor da Georgetown Medical School, em Washington, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, publicado no Journal of Psychiatric Research. Em parceria com o cirurgião dermatológico Eric Finzi, ele acompanhou 74 pacientes de ambos os sexos com diagnóstico de depressão moderada ou severa. Metade recebeu uma aplicação de Botox entre as sobrancelhas, nos músculos usados para franzir a testa, local onde se formam vincos que conferem a expressão de preocupação e tristeza – o chamado olhar bravo. A outra metade (o grupo controle) recebeu uma injeção no mesmo lugar, só que de solução salina. Para avaliar a depressão, os participantes passaram por testes três semanas depois – e isso se repetiu seis semanas mais tarde. O resultado: 52% dos tratados com a toxina tiveram melhora significativa ante, no máximo, 20% do outro grupo. Embora não tenha sido o primeiro trabalho a propor o Botox contra a depressão, o estudo de Finzi e Rosenthal foi o maior e mais controlado já feito e confirma que as expressões do rosto interferem no humor. Um ar mais leve e sereno acaba influenciando nosso estado de espírito. O efeito, portanto, não decorre da ação do princípio ativo sobre o sistema nervoso central, mas do benefício que a mudança facial teria sobre o ânimo e o bem-estar. Ou, como já dizia um dos fundadores da psicologia moderna, o americano William James: “Nós não rimos porque estamos felizes. Nós estamos felizes porque rimos”.

Essa descoberta animadora não é a única. “Diferentemente do que diz o senso comum, a depressão é tratável e a maioria dos pacientes responde bem”, assegura Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Há outras boas notícias para enfrentar a doença, que atinge 350 milhões de pessoas no mundo – mais de 10 milhões delas no Brasil –, na proporção de duas mulheres para cada homem. Segundo o presidente da ABP, parte do prejuízo associado ao transtorno pode ser evitada. As perdas a que ele se refere são a diminuição da qualidade de vida e o ônus para a sociedade, já que a depressão só fica atrás das doenças cardiovasculares. De fato, crescem as evidências de que os tratamentos funcionam e podem ser seguros inclusive para gestantes. Após acompanhar 5 mil pacientes tratados com diversos medicamentos, Robert Gibbons, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, observou melhoras substanciais em todas as faixas etárias. “Hoje o diagnóstico é mais fácil e as chances de sucesso no tratamento são maiores, o que não ocorria no passado”, diz o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina do ABC.

A depressão produz uma tristeza profunda, desproporcional às circunstâncias (tudo parece assustador demais), perturba o sono e o apetite, elimina a possibilidade de sentir prazer. Ainda que não deixe a pessoa prostrada na cama nem a impeça de trabalhar, esgota sua energia. “É como se eu tivesse um elefante fantasma em cima de mim”, comparou uma paciente atendida na Beneficência Portuguesa, em São Paulo. “A depressão é a solidão dentro de nós que se manifesta e destrói não apenas a conexão com os outros mas também a capacidade de estar em paz conosco mesmos”, descreve o jornalista e escritor americano Andrew Solomon, em O Demônio do Meio-Dia (Companhia das Letras). No livro, que ganhou por aqui nova edição em julho, às vésperas da vinda do autor para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, Solomon registra sua luta contra a doença e afirma que o oposto da depressão não é a alegria, mas a vitalidade. “O único sentimento que resta nesse estado despido de amor é a insignificância.” A saúde padece: cresce o risco de ataque cardíaco, menopausa precoce, perda de memória. Fora o perigo de suicídio. Todo ano são notificados cerca de 10 mil no país, 90% deles ligados à depressão grave. Ainda assim, Solomon defende que é possível viver bem, apesar da doença, e encontrar um sentido no caos para permanecer vivo. “Essa habilidade duramente aprendida infunde, na escuridão demoníaca, a luz do meio-dia.”

Não é um mal do nosso tempo. Os sintomas haviam sido descritos na Antiguidade pelo grego Hipócrates, o pai da medicina. O atual crescimento na incidência é atribuído ao maior número de diagnósticos e também à exposição aos gatilhos para quem nasce com predisposição genética. Entre eles estão o alto nível de stress, o ritmo acelerado da vida atual e a redução das horas de sono. Por muito tempo se supôs que a depressão fosse fruto apenas do déficit de serotonina (que atua sobre o humor, o sono e o apetite). Hoje se sabe que envolve outros mensageiros químicos, como a noradrenalina, responsável pela disposição e por manter a pressão em níveis normais, e a dopamina, que confere motivação para viver e participa do prazer, da memória e da atenção. Essa descoberta expandiu as fronteiras do tratamento. “A evolução dele tem produzido respostas mais rápidas”, destaca Antônio Geraldo da Silva. O combate à doença é feito com antidepressivos, como fluoxetina, sertralina e escitalopram, que normalizam a serotonina; ou a venlafaxina e a duloxetina, que agem sobre a serotonina e a noradrenalina. Também a agomelatina é usada para mirar os receptores da melatonina, indutora do sono. O psiquiatra faz a defesa dos antidepressivos: “Eles não viciam – como os remédios de tarja preta, erroneamente usados contra depressão, já que não conseguem debelá-la”. Os efeitos colaterais, em geral, são leves e toleráveis e variam de boca seca a náuseas.

Como os primeiros resultados aparecem em três semanas, os cientistas tentam abreviar o tempo de espera. Eles têm procurado um teste que aponte previamente se o paciente reagirá bem e rapidamente ao medicamento. Um possível marcador é o fibrinogênio, proteína fundamental para a coagulação. “Observamos que os pacientes com baixa concentração sanguínea de fibrinogênio respondem melhor”, diz o biólogo Daniel Martins de Souza, que iniciou os estudos na Universidade de Munique, na Alemanha, e continua agora na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Se o “candidato” for aprovado, a etapa seguinte será desenvolver estratégias para melhorar a resposta, como o uso da aspirina, dada a sua capacidade de inibir a ação do fibrinogênio.

Estímulos elétricos e magnéticos

Quando não há alívio, a depressão é considerada refratária. Então, podem ser adotados métodos como a eletroconvulsoterapia (ECT), em que o paciente recebe uma descarga elétrica de dois segundos para induzir convulsões e aumentar a concentração dos neurotransmissores que trazem bem-estar. “O procedimento é seguro e eficaz, pode ser indicado até para gestantes, mas, como requer internação e anestesia, não é usado como rotina”, explica Antônio Geraldo da Silva. Outro método é a estimulação vagal, que está sendo investigado na Universidade de São Paulo (USP). É invasivo: com procedimento cirúrgico, um aparelho semelhante a um marcapasso é instalado para estimular o nervo vago (um dos dez pares de nervos cranianos) e reequilibrar a produção de neurotransmissores. Já a estimulação magnética transcraniana (EMT) utiliza ímãs e ondas eletromagnéticas para promover alterações na atividade das células nervosas. “O efeito ainda não se compara ao do eletrochoque”, afirma o psiquiatra.

Uma arma importante é a psicoterapia. “Em caso de depressão leve ou moderada, ela é tão eficaz quanto os medicamentos”, diz o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Stress da Beneficência Portuguesa, que acaba de participar de um curso de atualização em stress, ansiedade e depressão na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. “O melhor mesmo é associar as duas ferramentas, já que uma potencializa a outra.” Nas depressões severas, a psicoterapia ajuda a reduzir o risco de suicídio. As linhas mais usadas são a terapia comportamental cognitiva e a interpessoal. A primeira entende que os padrões de pensamento determinam as ações e, por isso, estimula o paciente a reconhecer e modificar visões distorcidas da realidade e transformar seu modo de agir. Já a interpessoal aprimora a capacidade de estabelecer relações saudáveis e resolver conflitos.

Fim do preconceito contra a depressão

Mais um aliado é o exercício físico regular. Caminhadas, musculação, dança e natação ativam a produção de endorfinas, o que leva ao bem-estar. “Além disso, aumentam o fluxo de oxigênio para o cérebro, estimulando novas conexões entre as células nervosas nas áreas debilitadas pela depressão”, esclarece Armando Ribeiro. O psicólogo sugere também a acupuntura: “Melhora o sono e ajuda a modular a produção de neurotransmissores”. Meditação e outras práticas de atenção plena (mindfulness) são bem-vindas. “Na depressão, o pensamento se prende ao passado. Essas técnicas mantêm a mente no presente.” Também contribuem o apoio da família e dos amigos e a fé (não no sentido religioso, mas de acreditar em algo). “Quem conta com esses suportes precisa de menos remédios”, diz Arthur Guerra. Para superar o estado depressivo e preveni-lo, é recomendado adotar dieta equilibrada (alimentos ricos em fontes de ômega 3, como sardinha, salmão, linhaça dourada e quinua), tomar sol (para ativar a síntese de vitamina D) e aprender técnicas para administrar o stress.

Mas, antes, é preciso vencer o preconceito. A campanha “Psicofobia é crime”, promovida pela ABP, luta pelo fim do estigma contra quem sofre com desordens mentais. “A depressão é uma doença como diabetes ou hipertensão. Não tem a ver com escolha, tipo de personalidade, covardia ou falta de força de vontade”, ressalta Antônio Geraldo da Silva. “Ninguém diz a um portador de diabetes: ‘Agora se concentre, faça um esforço e baixe sua glicose’. Em vez disso, o paciente é encaminhado a tratamento. Do mesmo modo, quem tem depressão deve ser visto como um doente que precisa de atendimento.” Solomon escreve em seu livro: “Todos gostaríamos que o Prozac resolvesse o problema, mas, pela minha experiência, o Prozac não resolve, a não ser que o ajudemos”. Isso também se aplica ao Botox ou a outros métodos que estão dando perspectivas de futuro para muita gente.

Como lidar de modo positivo com o stress do dia a dia

Viver no trânsito, em ritmo alucinante e com um cotidiano cheio de sobressaltos é desgastante. Só não significa que estamos fadadas a enlouquecer: a neurociência mostra que é possível lidar com o stress de modo positivo.

"O stress é contagioso", diz, sem meias- palavras, o psicólogo Armando Ribeiro, com a experiência de quem coordena o programa que avalia e estuda o tema no hospital paulistano Beneficência Portuguesa. Não que o problema seja causado por vírus, bactéria ou outro agente infeccioso. A disseminação, com características de epidemia, se dá de outra forma: "Tendemos a nos tornar mais tensos convivendo com pessoas estressadas. Filhos de pais ligados no 220 ficam agitados o tempo inteiro, e todos na casa se comunicam de maneira agressiva, inundados pelos hormônios do stress. Nem os bichos de estimação escapam".

Como o microuniverso familiar reflete o macro, podemos afirmar que a sociedade contribui para espalhar o estado de compressão permanente. No trabalho, a competição acirrada e a pressão por resultados fazem do brasileiro o profissional mais irritado entre os que vivem nos 13 países pesquisados pela empresa de recrutamento americana Robert Half. Dos diretores de RH entrevistados aqui, 42% ouviram reclamações de jornadas exaustivas e falta de reconhecimento. A média mundial das queixas nessa área é de 11%. Mesmo que alguém se safe da implacável cobrança profissional, encontra pela frente trânsito pesado. Em quase todas as cidades, não apenas as metrópoles mas também as de pequeno porte, a frota de carros cresceu assustadoramente - só em Manaus subiu 142% entre 2001 e 2011.

E há a possibilidade de topar com protestos, depredações, ônibus incendiados, panes no metrô e greves, que se somam ao já conhecido suspense urbano em torno de tiroteios, balas perdidas, assassinatos, estupros, sequestros e arrastões. Acrescenta-se a isso tudo a rapidez das relações amorosas, num tempo em que a vida está mediada pela comunicação nas redes sociais, tão volátil e efêmera. O resultado é a sensação de andar no fio da navalha, sob um stress onipresente. O custo pode ser alto.

A produção contínua dos hormônios associados a ele sobrecarrega o organismo. "O stress não causa doenças, mas desencadeia ou agrava as preexistentes", afirma Armando Ribeiro. A lista inclui hipertensão arterial e cardiopatias, enxaqueca, úlcera, doença do refluxo, síndrome do intestino irritável, acne, psoríase e vitiligo. Em grande quantidade, a adrenalina e a noradrenalina - que preparam o corpo para grandes esforços físicos - estreitam o calibre dos vasos, deixam a respiração ofegante e aumentam a sudorese e os batimentos cardíacos. Isso conduz a um estado de ansiedade e crises de pânico. A parte imunológica é afetada, já que o excesso de cortisol - o chamado hormônio do stress - reduz a produção de anticorpos e pode inibir o sistema que controla as células alteradas, criando condições para o surgimento de câncer. Ainda favorece diabetes e obesidade, uma vez que interfere no metabolismo da glicose e no armazenamento de gordura.

"Nesse estado de compressão, a anatomia do cérebro se altera", explica o psiquiatra, nutrólogo e consultor organizacional Frederico Porto, de Belo Horizonte. "O hipocampo, ligado às emoções, diminui sob o cortisol abundante, assim como os telômeros, espécie de capa que protege as extremidades dos cromossomos." O tamanho do telômero indica a idade celular e funciona como marcador de longevidade e saúde. Em um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, as células das mulheres exauridas por cuidar de filhos doentes pareciam dez anos mais envelhecidas que o esperado para a idade.

Aliás, os sintomas de stress crônico se manifestam duas vezes mais no sexo feminino. Isso se comprova em pesquisa: submetidas à mesma pressão que os homens, as mulheres correm até 70% mais risco de desenvolver doenças cardiovasculares, dizem cientistas da Harvard Medical School, nos Estados Unidos. A explicação, segundo Armando Ribeiro, está nas flutuações hormonais, que podem predispor a maior tensão física e emocional, assim como na multiplicidade de papéis sociais que elas assumem.
A saída do labirinto

Antes que essas informações aumentem a ansiedade, um alento: estudos da neurociência mostram saídas. "A percepção que temos dos eventos faz toda a diferença", diz a psicóloga Kelly MacGonigal, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, interpretando novas descobertas. "O que pensamos e como agimos podem transformar uma experiência estressante." 

Em uma palestra na Escócia, Kelly falou de como fazer do stress um amigo citando dados de pesquisas americanas. A primeira, da Universidade de Wisconsin, investigou 30 mil adultos submetidos a stress agudo. Os que temiam o impacto nocivo disso sobre a saúde sofreram, de fato, um aumento de 43% no risco de morte prematura. Já aqueles que não tinham uma percepção tão negativa da situação apresentaram risco menor.

Para completar, psicólogos de Harvard localizaram uma boa alteração em pessoas alegres: quando expostas a fatores estressores, suas artérias se mantiveram mais relaxadas que as dos deprimidos. Kelly lembrou ainda um achado da Universidade de Buffalo em estudo com 846 voluntários sobre o tempo gasto auxiliando amigos e vizinhos. Após cinco anos, verificou-se quantos haviam morrido. Quem enfrentou dificuldades financeiras ou crises familiares sem se envolver com os outros teve o risco de morte elevado em 30%. O altruísmo ajudou a estender a vida e sua qualidade entre os demais.

A explicação estaria na ocitocina, hormônio que estimula a conexão com o outro. Ele é sintetizado na amamentação, reforçando o vínculo da mãe com o bebê, e quando uma pessoa está em situação adversa e encontra apoio. "As mulheres levam vantagem, pois têm níveis mais elevados de ocitocina, que também reduz sentimentos de depressão e ansiedade", explica o médico, psiquiatra e acupunturista Cyro Masci, de São Paulo, autor do e-book BioStress: Novos Caminhos para o Equilíbrio e a Saúde (Amazon). "Por isso, as mulheres tendem a soluções pacíficas, enquanto eles valorizam a força." Para completar, a ocitocina protege o sistema cardiovascular contra os efeitos ruins do stress.
O que faz a mente ferver

Foi para zelar por sua sobrevivência que o ser humano desenvolveu a reação de luta e de fuga, e o stress tem tudo a ver com isso. "Na pré-história, essa resposta do organismo fornecia ao ser humano a energia para enfrentar as feras. Passado o perigo, ao encontrar um lugar seguro, o homem se acalmava e a produção de hormônios voltava ao normal", explica Porto.

Desde os primórdios, portanto, está entendido que o stress, por si só, não faz mal. "Mas a natureza dos estressores se ampliou", avisa o expert. Muitos desses fatores nem são mais palpáveis, e sim de ordem psíquica. "Então, essa resposta primitiva perdeu eficiência." Porto lembra que um profissional insatisfeito não pode atacar seu chefe nem sair correndo do escritório, como faria se topasse com uma onça. É preciso elaborar antes de reagir.

Para ilustrar sua tese, Porto cita o já esgotado livro Por Que as Zebras Não Têm Úlceras?, do biólogo e neurologista Robert Sapolsky (Francis), da Universidade Stanford. "As zebras vivem nas savanas ao lado de leões, mas só se estressam na hora certa, quando veem o predador. Assim, usam todas as suas forças para escapar. E, pronto, terminou ali o episódio", diz. "Nós, ao contrário, ficamos ruminando, mastigando mentalmente: `Será que hoje um leão me pega? Vou conseguir me livrar dele?¿ O que nos mata é a ruminação: ficar antecipando um problema e revivendo os anteriores. Precisamos estar nopresente. É isso que traz alívio."
Grito de alerta

Nem sempre estamos antenadas para perceber que cansaço, irritabilidade, queda de libido, insônia e dores musculares podem ser os primeiros indícios de que a situação está fugindo ao controle. Outra pista é o resultado normal em exames laboratoriais e de imagem, seguido da desconcertante declaração do médico de que não encontrou nada que justifique as queixas de saúde.

Daí, as velhas receitas anti-stress - como sair para beber, tirar férias ou se mudar para um lugar bucólico - talvez não resolvam e até agravem o quadro por não combater a causa. "Stress não é algo banal que desaparece espontaneamente", adverte Armando Ribeiro. A terapia cognitiva comportamental pode modificar crenças e distorções da realidade que amplificam os estímulos externos. Meditação, ioga e biofeedback (aparelho que mostra as alterações fisiológicas produzidas) também são úteis. Massagem, acupuntura, aromaterapia e musicoterapia trazem conforto. Segundo o psicólogo, a ação de um profissional especializado em stress muitas vezes é fundamental para ajudar a achar o caminho de volta.

sexta-feira, maio 06, 2016

Museu de Psicologia da USP

Que notícia bacana... 

O Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP) inaugura, nesta sexta-feira (6), em São Paulo, o Museu de Psicologia.

O equipamento cultural tem como objetivo resgatar e preservar a memória da Psicologia como ciência, incluído o próprio Instituto, desde sua criação, em 1969. O acervo é composto por fotografias, documentos, obras raras, periódicos antigos, audiovisuais, teses e equipamentos usados em pesquisas. O local também estará aberto para realização de pesquisas e de outras atividades acadêmicas, como exposições, debates e seminários. O museu está localizado na Biblioteca Dante Moreira Leite (IPUSP).

Mais informações: http://bit.ly/1VLvusj

Parabéns Dr Freud...

Dr Freud é homenageado pelo Dr Google.
 160 anos do pai da psicanálise.
#freudday #FreudBirthday

O custo real de ignorar a saúde mental no trabalho


O custo real de ignorar a saúde mental no trabalho

As estatísticas são surpreendentes: cerca de um terço dos trabalhadores americanos sofrem de estresse crônico no trabalho; $27 bilhões são perdidos devido as faltas no trabalho por motivo de saúde mental a cada ano. Professor John Quelch discute seu caso sobre o estado de saúde mental no local de trabalho nos EUA, e é por isso mesmo que as empresas estão melhor do que nunca sobre a prestação de serviços aos seus trabalhadores, o estigma associado à saúde mental deixa muito trabalho ainda a ser feito.

El verdadero costo de ignorar la Salud Mental en el Trabajo

Las estadísticas son alarmantes: aproximadamente un tercio de los trabajadores estadounidenses sufren de estrés crónico en el trabajo; $27 de mil millones de días de trabajo se pierden a las ausencias relacionadas con la salud mental cada año. El profesor John Quelch habla de su caso en el estado de salud mental en el lugar de trabajo EE.UU., y por qué a pesar de que las empresas están mejor que nunca sobre la prestación de servicios a sus trabajadores, el estigma asociado a la salud mental deja mucho trabajo por hacer todavía.

The Real Cost of Ignoring Mental Health in the Workplace

The statistics are startling: about one-third of American workers suffer from chronic work stress; $27 billion worth of work days are lost to mental health-related absences each year. Professor John Quelch discusses his case on the state of mental health in the U.S. workplace, and why even though companies are better than ever about providing services to their workers, the stigma attached to mental health leaves a lot of work yet to be done.

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quinta-feira, maio 05, 2016

50 SEGREDOS DAS PESSOAS QUE NUNCA ADOECEM

As respostas estão no livro Os segredos das pessoas que nunca ficam doentes, recém-lançado nos EUA. Em suas andanças, Stone percebeu que cinco povos eram os mais saudáveis: a Barbagia, na Itália; Okinawa, no Japão; a comunidade dos Adventistas do Sétimo Dia, na Califórnia; a Península de Nicoya, na Costa Rica; e a ilha grega de Ikaria. Outro americano, Dan Buettner, escreveu sobre o tema em um livro que virou best-seller: Blue Zones: lições de pessoas que viveram muito para quem quer viver mais. Ambos os autores nos ajudaram a traduzir as experiências dessas pessoas.

Confira 50 dicas eficazes, comentadas por 21 especialistas brasileiros

1. Beber água mesmo sem ter sede

A água está para o corpo humano assim como o combustível para o carro. Isso porque, sem manter os nossos níveis hídricos sempre abastecidos, todo o organismo sofre. O líquido ajuda a aumentar a saciedade, evitando compulsões que podem levar ao sobrepeso e ao aparecimento de diversas doenças, ao mesmo tempo que mantém a saúde do sistema renal. “É o baixo consumo de água que resulta em urina concentrada e na maior precipitação de cristais, justamente o que leva à formação das pedras nos rins”, adverte a nutricionista amanda epifânio Pereira, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. sucos naturais, chás e água de coco também podem ser usados.

2 – Ir ao dentista regularmente

A boca é como um espelho a refletir a saúde do organismo. Daí a importância de permitir que um profissional a examine a cada seis meses. “Muitas doenças sistêmicas, como diabetes, alterações hormonais e lesões cancerígenas podem ser detectadas numa consulta de rotina”, diz o periodontista Cesário Antonio Duarte, professor da Universidade de São Paulo (USP). Além disso, o tratamento das cáries deixa o organismo protegido contra inúmeras doenças. “Cáries não tratadas podem se tornar a porta de entrada para micro-organismos, que poderão atingir órgãos nobres como coração, rins e pulmões”, alerta o especialista.

3. Ingerir mais nozes

Bateu aquela fome de fim de tarde? Experimente comer duas unidades de nozes todos os dias. Esse é um dos segredos dos Adventistas da Califórnia. Cerca de 25% deles comem nozes cinco vezes por semana. E diminuíram pela metade o risco de problemas cardíacos.

4. Temperar com alho

“Ele melhora a saúde do coração, diminui os níveis de colesterol, a pressão arterial e potencializa as nossas defesas”, afirma a nutricionista funcional Gabriela Soares Maia.

5. Comprar alimentos regionais

Se puder privilegiar alimentos produzidos na sua região, sua saúde sairá ganhando. Isso porque os produtos da safra, que não recebem uma grande quantidade de conservantes, em geral, são muito mais ricos em nutrientes. Agora, se você puder ir pessoalmente à feira ou à quitanda do bairro, tanto melhor.

6. Comer mais frutas

Aumentar o consumo de produtos de origem vegetal é uma das medidas mais significativas na prevenção de doenças crônicas. A prática foi observada em pelo menos quatro das cinco Blue Zones e é fácil entender o porquê. “Frutas, legumes e verduras possuem uma quantidade de vitaminas antioxidantes, boas gorduras e fibras que supera em muito a dos alimentos industrializados”, diz Isis Tande da Silva, do Ganep Nutrição Humana.


7. Aprender a planejar

A tensão constante é extremamente prejudicial à saúde. “Ela afeta o funcionamento do sistema nervoso, hormonal e imunológico”, alerta o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, professor da USP. Uma boa maneira de controlar essas reações é não deixar todos os compromissos para a última hora. “Acostume-se a anotar suas pendências em uma lista”, diz o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa.

8. Fracionar a dieta

Comer mais vezes ao dia e optar por porções menores é um jeito inteligente de manter o peso estável. “Os jejuns prolongados desencadeiam uma fome tão intensa que é fácil se exceder nas refeições”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional. Quando dividimos a nossa alimentação diária em cinco ou seis refeições, também estamos dando uma forcinha ao processo de digestão e ao intestino, evitando sobrecargas.

9. Aproveitar o contato com a natureza

Sinta o cheiro da grama molhada, escute os pássaros, sente-se na sombra de uma árvore… Pratique essa terapia sempre que possível, já que ela é altamente relaxante. “A vegetação transfere umidade ao ar e, portanto, o ambiente fica ionizado negativamente. Isso provoca uma reação química no organismo, gerando uma sensação de muita calma”, explica a arquiteta Pérola Felipetti Brocanelli, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A psicóloga Solange Martins Ferreira, do Hospital Santa Catarina, garante que as atividades ao ar livre também contribuem para recuperação de pacientes: “Quando observam a natureza, eles tiram a atenção da doença”.

10. Levantar peso

A idéia não é apenas ficar forte. “Um dos principais benefícios é o aumento da densidade óssea, auxiliando na prevenção da osteoporose e na reversão da sarcopenia (diminuição no número de sarcômero, a unidade do músculo esquelético). Isso evita a incapacidade funcional, muito comum em idades avançadas”, diz Ricardo Zanuto, fisiologista e professor de Educação Física das Faculdades Integradas de Santo André.

11. Ser um voluntário

Se você ainda não conseguiu um tempo para isso, é bem provável que não tenha encontrado a causa certa. “Quando se apaixonar de verdade por um trabalho social, acabará colocando-o na lista de prioridades”, garante o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa. “Dedicar uma noite por semana já é um bom começo”, diz Dan Buettner.

12. Celebrar a vida

Não espere algo de extraordinário acontecer, mas acostume-se a comemorar as pequenas vitórias. Essa é a receita de longevidade dos italianos que vivem na Sardenha, uma das Blue Zones. Eles chamam a atenção pela disposição que têm para festejar tudo e todos.

13. Cultivar a sua fé

“A religião empresta sentido às buscas e conquistas do ser humano, dá uma nova dimensão às vitórias e também às perdas. Além disso, orienta e ajuda as pessoas a tomar decisões difíceis”, explica Jorge Claudio Ribeiro, professor de Teologia da PUC-SP.

14. Trocar o café pelo chá-verde

Ainda que você precise do café para acordar, faça a substituição. Afinal, o cháverde também contém cafeína, que funciona como estimulante. O bom é que ele oferece outros extras. “Diversos estudos mostram que a bebida atua na prevenção e no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson”, afirma a nutricionista Andréia Naves.

15. Pegar leve com as carnes vermelhas

Embora sejam importantes fontes de ferro, são alimentos de difícil digestão e, portanto, retardam o funcionamento intestinal. Então, se você é do tipo que não pode viver sem um bifinho, contente-se com um filé médio por dia.

16. Praticar mais atividade aeróbica

Pode ser uma caminhada ou uma corrida. Esse tipo de exercício tem impacto direto sobre os fatores de risco associados à hipertensão, ao diabetes e à obesidade. “A prática regular melhora a força e a flexibilidade, fortalece ossos e articulações, facilita a perda de peso e diminui o colesterol”, afirma Zanuto.

17. Encontrar a sua tribo

Se você gosta de esportes, certamente irá sentir-se bem com amigos que também gostam. Portanto, faça um esforço para encontrar pessoas com quem possa compartilhar e trocar ideias. “Uma das atitudes mais importantes para garantir a longevidade é cercar-se de pessoas que vão lhe dar suporte e que conectam ou reconectam você com o sentido maior que você dá à sua vida”, diz Dan Buettner.

18. Ser agradável

Facilita a convivência social e cria vínculos com pessoas que poderão apoiá-lo quando necessário. Mas como tornar-se uma pessoa agradável? O autor Dan Buettner é quem responde: “Para isso, é preciso ser interessado e não apenas interessante. Pessoas simpáticas perguntam a você como está em vez de falarem apenas de si mesmas”.

19. Definir seus objetivos

É o que os moradores de Okinawa chamam de ikigai e os habitantes de Nicoya nomeiam de plano de vida. Seja como for, o fato é que eles têm muito bem definidas as suas razões de viver e investem nesses propósitos.

20. Conhecer melhor a ioga

Ela une princípios da meditação, exercícios para o equilíbrio, alongamento e o treinamento de força, com foco na respiração. Tudo isso graças à execução de movimentos sequenciados. “A ioga é ótima para a longevidade, porque fortalece os músculos e ligamentos. Então, os movimentos tornam-se mais fluidos e seguros. A prática tem ainda um efeito importante na redução do estresse”, diz Dan Buettner.

21. Guardar o despertador na gaveta

Dormir bem significa dar ao corpo a chance de se recompor totalmente. “Se você se deita, dorme logo e acorda bem disposto, pode dizer que tem um sono de qualidade”, ensina o neurofisiologista Flavio Alóe, do Centro de Estudos do Sono do Hospital das Clínicas (SP). Quem não tem, corre um risco muito maior de adoecer. “Aqueles que dormem pouco podem ter um aumento do colesterol e dos triglicérides”, complementa Alóe.

22. Apostar nos integrais

Não basta comer pão integral. Com um pouco de criatividade, é possível incluir a farinha e aveia integrais na preparação de inúmeros pratos. Quer um bom motivo para fazer isso? Pois saiba que os alimentos não processados oferecem um aporte muito maior de nutrientes. “No processo de refinamento, o germe dos grãos são retirados, restando praticamente o amido”, explica a nutricionista Patrícia Morais de Oliveira, do Ganep.

23. Pensar na sua vocação

Fazer o que gosta é uma forma eficiente de afastar o estresse. Além disso, é interessante que o seu tipo de trabalho seja capaz de fazê-lo sentir-se realizado. Por último, saiba que aquele que se empenha em uma carreira para a qual há um sentido profundo, além da manutenção da renda, se sente mais motivado a investir na atualização dos conhecimentos. E estudar, como já vimos, é um santo remédio para o cérebro.

24. Doar seus pratos grandes

A população de Okinawa descobriu um jeito de comer 30% menos: eles utilizam pratos de apenas 23 cm de diâmetro. “Há experiências promissoras sendo realizadas por meio da restrição calórica orientada, que já se mostrou capaz de aumentar o tempo de vida de animais de laboratório em 60%”, afirma Ellen Paiva.


25. Ter atitudes positivas

“As emoções fazem parte daquilo que somos e, portanto, são capazes de provocar reações físicas muito claras. As positivas curam e determinam uma maior e melhor qualidade de vida”, diz Armando Ribeiro das Neves Neto.

26. Emagrecer a despensa

Na hora da compra, elimine os alimentos que possuem qualquer quantidade de gordura trans e evite os que contêm gorduras saturadas. E por um motivo simples: as chamadas gorduras ruins têm relação com o aumento dos níveis de colesterol LDL e triglicérides, fazendo crescer o risco de infarto e de acidente vascular cerebral. “Além dos industrializados, convém tomar cuidado com os alimentos de origem animal, como carnes gordas”, alerta a nutricionista Andréia Naves, da VP Consultoria Nutricional.

27. Saber como usar a soja

Em Okinawa, no Japão, o consumo de produtos da soja é o maior de todo o mundo. O resultado? Dos cerca de 1 milhão de habitantes locais, mais de 900 pessoas já passaram dos 100 anos. “O consumo frequente reduz os riscos de doenças cardiovasculares”, afirma a nutricionista Renata C. C. Gonçalves, do Ganep.

28. Estudar sempre

Manter as atividades intelectuais é uma maneira de garantir anos extras de vida e muito mais saúde, principalmente nas idades avançadas. “Exercitar o cérebro vai deixá-lo mais protegido contra doenças. Na prática, isso significa um risco menor de limitações físicas, mesmo se algo der errado porque, nesse caso, a recuperação será muito melhor”, explica o neurologista André Gustavo Lima, do Hospital Barra D´or.


29. Ter um dia só para você

Os Adventistas do Sétimo Dia que vivem em Loma Linda, na Califórnia, recolhem-se em suas casas aos sábados e aproveitam a ocasião para meditar e orar. E esse parece ser mais um bom hábito que poderíamos nos esforçar em copiar. Afinal, essas pessoas vivem de cinco a dez anos mais que o resto da população americana. “Se for impossível fazer isso, tente conseguir pelo menos 15 a 20 minutos por dia para não fazer nada, ou melhor, para pensar apenas. É como marcar uma reunião consigo mesmo”, diz Christian Barbosa

30. Apagar o cigarro

Quem tem menos 40 anos e fuma até 20 cigarros por dia tem quatro vezes mais chances de infartar. Agora, se o consumo for maior, o risco sobe 20 vezes. A explicação é simples: as substâncias do cigarro levam à contração dos vasos sanguíneos, à aceleração dos batimentos cardíacos, além abaixar o HDL, que age como um protetor das artérias.

31. Ouvir a sua música

A musico terapeuta Maristela Smith, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), tem uma receita interessante para quem quer tirar proveito da terapia da música. “Faça um CD com as músicas que marcaram positivamente a sua vida para criar a sua identidade sonora musical. Escute-o regularmente, principalmente quando estiver precisando melhorar o astral”, ensina a especialista.

32. Respirar com consciência

Quando estiver precisando relaxar ou desacelerar seu ritmo, faça a respiração completa. “Inspire calmamente o ar pelo nariz, contando três segundos. Então, bloqueie a respiração por um tempo, retendo o ar, e expire pela boca em seis segundos. Assim, você estará atuando diretamente sobre o sistema nervoso autônomo”, ensina o educador físico Estélio Dantas, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

33. Curtir os animais

Mesmo que não possa ter um em casa, descubra aqueles com os quais possui mais afinidades e dê a si mesmo a oportunidade de tocá-los. Para a veterinária Maria de Fátima Martins, professora de Zooterapia da USP, a convivência com os bichos é uma rica fonte de benefícios psicológicos, físicos e sociais. Ela coordena uma experiência de terapia assistida com animais em asilos. “O contato com os animais tem melhorado a vida dessas pessoas. Para alguns idosos, a experiência foi tão positiva que eles chegaram a diminuir o número de medicamentos que tomavam”, conta.

34. Ser muito mais ativo

Comece descendo alguns pontos antes do ônibus. Fazer mais atividades a pé ou de bicicleta, cozinhar, cuidar do jardim, brincar com o seu cachorro, todas essas maneiras de se mexer são válidas. “Um dos segredos da longevidade é encontrar meios de se manter sempre em movimento. De preferência, concentre-se em atividades que também lhe dão prazer, e os benefícios serão maiores”, sugere Dan Buettner.

35. Desacelerar o ritmo

“Se você não cria um tempo para estar bem, terá que ter tempo para se cuidar quando ficar doente”, alerta Dan Buettner. O primeiro estágio do estresse é a fase de alerta. Ele nos permite realizar muitas tarefas em pouco tempo e aí nos sentimos bem. Porém, quando persistimos na tensão, o organismo entra em fadiga.

36. Comer mais iogurtes

“Eles reforçam a nossa imunidade”, explica a nutricionista Gabriela Maia, da Clínica Patricia Davidson Haiat. O que as bactérias vivas contidas nesses potinhos também fazem é melhorar o nosso humor. Afinal, é o intestino que responde pela produção de 95% da serotonina de todo o corpo.

37. Investir no ômega-3

Peixes de água fria (salmão, arenque, sardinha, atum), sementes de linhaça moídas e óleos de peixe, de soja e de canola são ótimas fontes desse nutriente, que tem ação comprovada na redução dos níveis de colesterol e de triglicérides, além de ajudar no controle da pressão e de prevenir o risco de tromboses, que danificam os vasos sanguíneos. O composto ainda é coadjuvante em tratamentos neurológicos e de osteoporose.

38. Controlar o álcool

A curto e médio prazos, o álcool pode engordar, acelerar o processo de envelhecimento e ainda aumentar a pressão arterial. A longo prazo, causa dependência e ainda compromete o funcionamento de todos os sistemas do corpo, com danos mais sérios para o fígado.

39. Brincar com as crianças

É uma excelente estratégia para tirar o foco das preocupações, aproximar a família ou amigos e facilitar o contato intergeracional. E todos esses aspectos estão associados à longevidade. Porém, para funcionar, é preciso que se tenha um mínimo de afinidade com os pequenos.


40. Construir o próprio jardim

Mexer com plantas e flores pode ser um hobby interessante e saudável, desde que você realmente consiga tirar prazer da atividade. “Esse tipo de passatempo é muito válido para prevenir o estresse, tanto quanto fazer trabalhos manuais ou cozinhar. Só não pode virar rotina e obrigação. Se a pessoa tem que cozinhar ou cortar a grama todos os dias, por exemplo, isso passará a representar, na vida dela, mais uma fonte de tensão. E aí os benefícios não virão”, explica Armando Ribeiro Neto.

41. Desfrutar do sol

Sentir na pele o calor dos raios solares não é somente uma receita para adquirir disposição e ânimo. Com cerca de 15 minutos de exposição, oferecemos ao corpo algo que só o sol pode dar: a energia necessária para a síntese de vitamina D. “O composto é importantíssimo na fixação de cálcio no organismo, prevenindo a osteoporose, além de fortalecer o sistema imunológico”, afirma a endocrinologista Bárbara Carvalho Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais.

42. Perdoar mais

“Para envelhecer bem, é preciso olhar para a nossa trajetória de vida aceitando os erros cometidos e desculpando-se por eles. Da mesma forma, é interessante perdoar aos outros, percebendo que não fomos apenas vítimas”, diz a psicóloga Dorli Kamkhagi, colaboradora do Laboratório dos Estudos do Envelhecimento do Hospital das Clínicas (SP). “Perdoar é retirar objetos pesados de uma mochila que carregamos”, compara.

43. Dar uma chance à laranja

Uma única unidade é capaz de prover a necessidade que o nosso corpo tem de vitamina C a cada dia. “Protege contra o câncer, afasta aquela gripe chata e até ajuda a pele a se recuperar mais rapidamente dos estragos promovidos pelo sol”, diz a nutricionista Gabriela Soares Maia.

44. Alongar o corpo todo

Os problemas mais freqüentes do aparelho locomotor, e que estão relacionados ao envelhecimento, são a perda da mobilidade e a osteoporose. “O alongamento, enquanto um treinamento da flexibilidade, é um dos principais fatores de manutenção da autonomia funcional em idosos”, garante o educador físico Estélio Dantas.

45. Cochilar após o almoço

Na Península de Nicoya, na Costa Rica, a sesta é um costume institucionalizado. E, em muitas outras partes do mundo, as pausas para um cochilo também são comuns. “Para quem dorme pouco, essa pode ser uma estratégia compensatória”, diz o neurofisiologista Flavio Alóe. É como renovar as energias, antes de recomeçar a jornada.

46. Priorizar as pessoas amadas

Este é outro ponto comum dos que vivem nas chamadas Blue Zones. “Eles contam com famílias fortes e se apoiam mutuamente”, conta Dan Buettner. Relações verdadeiras nos protegem de situações adversas.

47. Esquecer do sal

A redução de seu consumo é imprescindível para prevenir e controlar a hipertensão que, por sua vez, oferecem as condições favoráveis para que inúmeros problemas de saúde progridam rapidamente, tais como a insuficiência renal e as complicações cardíacas. “O sal em excesso faz o corpo reter mais líquido, o que, além de causar inchaço, também aumenta o volume sanguíneo, elevando a pressão nas artérias”, explica a nutricionista Andréia Naves. Para passar bem longe desse drama, vale cortar o sal de cozinha que adicionamos aos pratos durante a preparação, para colocá-lo apenas no momento de consumir, e sempre usando o bom senso. Outra dica é reduzir o consumo de condimentos, pratos prontos, embutidos ou enlatados.

48. Praticar sexo com prazer

A atividade sexual ajuda a aliviar as tensões, já que, durante a relação, ocorre a liberação de endorfinas, substâncias que melhoram o humor. O sexo ainda faz bem para a circulação. Por fim, vale como um excelente exercício e ajuda a reforçar vínculos de afeto.

49. Criar um tempo para a família

A união e o apoio mútuo entre cônjuges, pais e filhos precisam certo investimento de tempo e atenção. Mas como encontrar períodos livres para dedicar a essas pessoas todo o carinho que merecem? “Vale programar um jogo que possam fazer juntos, que permita confraternizar e trocar ideias”, diz Christian Barbosa.

50. Usar as dicas diariamente

Caminhar só aos finais de semana ou encontrar mais tempo para os amigos apenas nos períodos em que a rotina de trabalho sossega um pouco podem ser um bom começo, na tentativa de transformar a sua vida para melhor. É preciso, porém, garantir que mudanças pontuais se transformem em hábitos, para colher resultados significativos no que diz respeito à saúde e à longevidade. “As pessoas que eu conheci enquanto preparava o livro possuem diferentes segredos, mas uma coisa que todas elas têm em comum é a disciplina; elas usam seus segredos diariamente, ou seja, fazem da boa saúde uma prioridade, um hábito mesmo”, finaliza Gene Stone.

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Fonte: adaptado do portal R7